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ESTADO

Agepen inclui combate à tortura em curso de tiro de policiais penais

Capacitação da Agepen reúne 21 policiais penais em Campo Grande com 70 horas entre tiro, escolta e combate à tortura.

14/10/2026 às 09:33
3 min de leitura
Policiais penais de Mato Grosso do Sul participam de curso de tiro da Agepen com formação contra a tortura
Policiais penais de Mato Grosso do Sul durante treinamento de tiro (Foto: Divulgação)

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Policiais penais de Mato Grosso do Sul terão treinamento de armas e escolta com módulo de direitos humanos. A turma tem 21 inscritos em Campo Grande. A Espen (Escola Penitenciária) é responsável pela capacitação, prevista entre os dias 19 e 23 deste mês.

Curso da Agepen tem 70 horas e etapa a distância

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) é responsável pelo edital do curso. A carga horária é de 70 horas-aula; 30 são a distância, com foco em direitos humanos e combate à tortura.

  • Prazo do certificado: enviar o certificado da etapa a distância até as 11h do dia 20 de outubro.
  • Disciplinas complementares: tiro, abordagem, vigilância de presídios, segurança e manutenção de armas.

Formação une tiro, escolta e prevenção à tortura

O treinamento prevê técnicas de escolta, algemação, busca pessoal, embarque e desembarque de presos. Ainda há aulas sobre uso diferenciado da força e decisão de tiro, que indicam onde e quando atirar.

A coordenação vai avaliar equilíbrio físico, psicológico e emocional dos participantes, além da capacidade de tomar decisões sob fadiga. O desempenho teórico e prático vai definir a permanência dos alunos até a conclusão.

Aprovação exige nota mínima e cumprimento das regras

Para serem aprovados, os policiais precisam de 70 pontos na prova teórica e 60 na avaliação prática de tiro. Precisam ainda cumprir todas as atividades. Não haverá nova tentativa das provas dentro dessa turma.

  • Prova teórica: nota mínima de 70 pontos.
  • Prática de tiro: nota mínima de 60 pontos.
  • Regras internas: brincadeiras e trotes são proibidos.

Durante as aulas em sala, as armas devem ficar descarregadas e sem munição. O descumprimento das normas de segurança no estande de tiro pode resultar em desligamento da capacitação e processo disciplinar.

A aprovação habilita os servidores para funções como escolta de presos e vigilância armada de muralhas. Ainda permite a obtenção do porte institucional de arma de fogo.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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