Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Menu
ESTADO

Pai que matou filho para não pagar pensão pede insanidade

Acusado de matar o filho de 11 anos de idade para não pagar pensão alimentícia solicita à Justiça da Paraíba exame de sanidade mental.

14/10/2026 às 09:33
3 min de leitura
Pai que matou filho para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental em João Pessoa
Davi Piazza Pinto detido pela Polícia Militar de Santa Catarina após confessar o assassinato do filho em João Pessoa (Foto: Jornal Razão)

Anuncie Aqui

Davi Piazza Pinto, de 38 anos, preso preventivamente, pediu à Justiça uma avaliação de insanidade mental. Ele é acusado de matar o próprio filho, de 11 anos, para não continuar pagando pensão alimentícia de R$ 1,8 mil. O menino tinha autismo não verbal e deficiência visual.

Pedido de exame psiquiátrico

O pedido foi encaminhado pela 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que tem dez dias para se manifestar. A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão assinou a decisão. Após o parecer do MPPB, o caso voltará para análise judicial. A avaliação, se autorizada, será feita por uma junta médica para verificar se o réu tinha capacidade de entender o caráter ilícito do ato no momento do crime. O pedido da defesa não implica em inimputabilidade automática.

Detalhes do crime

Em depoimento à Polícia Civil, o pai afirmou que estava endividado e não queria mais pagar a pensão. A investigação aponta que ele planejou o crime: recebeu o filho em um apartamento alugado em João Pessoa e o matou por asfixia. Em novembro do ano passado, Davi foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As qualificações incluem:

  • Motivo torpe: não pagar pensão alimentícia.
  • Emprego de asfixia: sufocação confirmada pelo IML.
  • Vítima menor de 14 anos: o menino tinha 11 anos.

Relembre o caso

O menino, natural de Campo Grande, foi encontrado morto em uma cova rasa em João Pessoa, dentro de um saco plástico preto. Após matar o filho, Davi enrolou o corpo e usou um carro de aplicativo para levá-lo até a área de mata. Câmeras de segurança registraram o suspeito saindo do apartamento com um volume envolto em tecido. Depois do crime, ele voltou para Florianópolis, contou à própria mãe e à mãe da criança, e então se apresentou à polícia. A investigação concluiu que agiu sozinho e premeditou o crime. O menino nasceu prematuro, com 5% da visão, e passou os primeiros anos em Campo Grande. A tia materna relatou que a mãe estava em choque com a morte.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

Ver mais matérias