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ESTADO

Médico processa herdeiro do Grupo Dakila por R$ 482 mil

Investimento de R$ 756 mil em terrenos no Cinturão de Zigurats não rendeu conforme prometido; pagamentos foram interrompidos em outubro de 2024.

15/10/2026 às 06:11
3 min de leitura
Médico processa herdeiro do Grupo Dakila por R$ 482 mil após investimento frustrado em terrenos em Corguinho
O Cinturão de Zigurats é um conjunto de lotes e áreas residenciais que contornam a “Cidade Zigurats”, localizada em Corguinho. (Foto: Divulgação)

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Um médico entrou na Justiça para cobrar R$ 482,4 mil de Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir Fernandes de Oliveira, líder do Grupo Dakila. A ação, que tramita na 13ª Vara Cível de Campo Grande, envolve um investimento de R$ 756 mil que, segundo o autor, não foi devolvido conforme o combinado.

Investimento de alto rendimento em terrenos

Realizada em março de 2024, a aplicação prometia rendimento de 6% ao mês. Como garantia, foram oferecidos três terrenos no Cinturão de Zigurats, empreendimento localizado em Corguinho, a cerca de 100 km de Campo Grande. O médico Renato Augusto Basso Alves afirma ter recebido apenas R$ 273,6 mil entre abril e outubro de 2024, quando os pagamentos pararam.

Para reunir o dinheiro, Renato vendeu um imóvel em São Pedro (SP) por R$ 850 mil. Os depósitos foram feitos diretamente na empresa Florim Serviços Financeiros Ltda., também ré na ação, junto com Gabriela Pache Silva.

Promessa de R$ 1,57 milhão não cumprida

O acordo previa pagamentos mensais de R$ 45.360,00 durante 18 meses, com devolução total do capital ao final, totalizando R$ 1,57 milhão. No entanto, o contrato nunca foi assinado pelos responsáveis, conforme a petição. O médico relata tentativa de renegociação com Alan, mas sem sucesso.

Na ação, ele desconta os valores já recebidos e pede os R$ 482,4 mil restantes, além de R$ 50 mil por danos morais.

Garantia questionada e investigação policial

A defesa do médico aponta que os terrenos dados como garantia não pertenciam a Alan ou à Florim, mas sim à Associação Civil Idakila. Além disso, o documento apresentado não permitiria transferência definitiva, apenas uso por prazo determinado. Há ainda inconsistência na identificação dos lotes (G1, G2 e G3) com a imagem que mostrava áreas com a letra H.

A petição menciona investigação policial em São Paulo sobre o caso, mas não há conclusão do inquérito.

Confiança na comunidade espiritualista

Renato afirma que sua participação na comunidade Dakila foi determinante para aceitar a oferta. Após a interrupção dos pagamentos, ele enviou quatro cartas ao próprio Urandir Fernandes de Oliveira, em dezembro de 2024, disposto a receber apenas o capital, sem rendimentos. Não houve resposta. Urandir não é réu na ação.

Justiça nega bloqueio de bens

O médico pediu o bloqueio de bens dos réus até R$ 532,4 mil. Em 18 de setembro, o juiz Fábio Henrique Calazans Ramos indeferiu a medida, considerando que os documentos não comprovam, nesta fase, a extensão das obrigações e o risco de dilapidação do patrimônio.

O que diz a defesa

O advogado de Alan e da Florim, Ióron Mugart, afirmou que ainda não foi citado e que a ação apresenta ‘uma versão unilateral dos fatos’. Destacou que o Judiciário já indeferiu a tutela de urgência e que Alan confia no devido processo legal. ‘A defesa não antecipará questões que serão tratadas nos autos’, finalizou.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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