Domingo, 18 de Outubro de 2026

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Menu
ESTADO

Terceirização da saúde em Campo Grande deve ficar para 2027

Secretário municipal afirma que cenário político e CPI do tapa-buraco adiam debate sobre gestão privada de unidades de saúde.

18/10/2026 às 10:32
3 min de leitura
Terceirização da saúde em Campo Grande fica para 2027, afirma secretário Marcelo Vilela
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, considera o cenário político desfavorável à retomada do debate sobre terceirização ainda em 2026 (Foto: Juliano Almeida)

Anuncie Aqui

O secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, afirmou que a discussão sobre a terceirização de unidades de saúde na capital deve ficar para 2027. Segundo ele, o atual cenário político, marcado pelo segundo turno das eleições presidenciais e pela iminência de uma CPI do tapa-buraco na Câmara Municipal, torna inviável retomar o debate ainda este ano.

Resistência política e CPI ampliam dificuldades

Vilela ressaltou que a proposta enfrentou forte resistência em 2026. Em maio, a Câmara rejeitou, por 17 votos a 11, um projeto que previa a transferência da gestão de dois Centros Regionais de Saúde (CRSs) para a iniciativa privada. A oposição de servidores e sindicatos persistiu, culminando em um posicionamento contrário do Conselho Estadual de Saúde.

O secretário relacionou a dificuldade de retomar o assunto ao calendário eleitoral e à pressão fiscalizatória. Na sexta-feira (16), um requerimento para a CPI do tapa-buraco, protocolado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), reuniu 24 assinaturas. A investigação foca nos problemas de manutenção de ruas, alvo de mais de 10 mil indicações dos vereadores no primeiro semestre.

Santa Casa e tabela do SUS são desafios adicionais

Além da terceirização, a situação financeira da Santa Casa de Campo Grande é outro problema citado por Vilela. Ele defende que 2027 também deve ser um ano para discussões nacionais sobre o SUS, com ênfase na revisão da tabela de procedimentos e na redução de filas.

O secretário informou que já tratou do assunto com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e destacou a adesão da capital ao programa Mais Especialistas. A iniciativa federal paga uma tabela diferenciada para ampliar oferta de exames e consultas.

  • Eleições: Segundo turno presidencial em 25 de outubro desvia atenções políticas
  • CPI do tapa-buraco: Investigação com 24 assinaturas aumenta pressão sobre a gestão
  • Terceirização rejeitada: Projeto foi derrotado por 17 votos a 11 em maio
  • Mais Especialistas: Clínicas privadas já contratadas para exames de ressonância e ultrassom

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

Ver mais matérias