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ESPORTES

Militar do Exército admite ter dirigido bêbado e risco de matar

Militar de 22 anos acusado de atropelar e matar motociclista assumiu que oferecia risco por dirigir alcoolizado durante audiência em Campo Grande.

19/10/2026 às 17:41
3 min de leitura
Após atingir motociclista, caminhonete derrubou árvore e parou em estacionamento de clínica médica. (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

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O militar do Exército, de 22 anos, acusado de matar a vigilante Miriam Rosa Matos em um acidente de trânsito em junho deste ano, participou, nesta segunda-feira (13), da primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso, na 1ª Vara do Tribunal do Júri. Durante depoimento, ele admitiu que oferecia risco por ter dirigido alcoolizado.

Nesta tarde, foram ouvidas três testemunhas, além do réu. O primeiro a ser ouvido foi um policial militar que atendeu a ocorrência. Ao juiz, ele informou detalhes sobre a cena encontrada após o acidente e disse que a colisão poderia ter sido evitada.

Detalhes do depoimento do militar

O réu foi o último a prestar depoimento. Ao ser questionado sobre o que ocorreu no dia do acidente, ele informou que era soldado desde 2023 e estava afastado, há cerca de dois anos, por transtornos psiquiátricos. Em depoimento, o militar também disse que, antes do acidente, estava fazendo uso de novos medicamentos para controle de ansiedade, depressão e esquizofrenia.

O réu também justificou que não bebia com frequência, mas, na madrugada anterior, havia saído com um amigo e os dois ingeriram bebidas alcoólicas. Ao ser questionado sobre o fato de ter bebido, ele admitiu ter ciência de que oferecia risco por estar alcoolizado.

Fuga e velocidade acima do permitido

Antes do acidente que matou a motociclista, a dupla se envolveu em uma colisão com um motorista de aplicativo. Ao juiz, o militar do Exército contou que, no momento da colisão, estava fugindo do outro condutor. “Entrei em pânico. Fiquei com medo de tomar um tiro”, justificou, informando que o motorista do Virtus teria apresentado comportamento agressivo após a colisão. A versão foi negada pelo motorista do Virtus, que também foi ouvido durante a audiência.

Ao juiz, a testemunha afirmou que sentiu um impacto forte da caminhonete batendo no para-choque e na porta do motorista. “Quando me dei conta da batida, comecei a buzinar e a jogar luz forte para fazer com que ele parasse para resolver, mas ele continuou. Não parou. Ele estava tão rápido, que a distância ficou muito maior entre nós, estava a quase uma quadra. Nem via a outra batida, só ouvi o barulho”, explica.

O militar informou que estava entre 60 km/h e 70 km/h no momento em que colidiu com a motociclista. No entanto, um laudo pericial indica que a velocidade era de aproximadamente 120 km/h. “Eu não estava nessa velocidade”, frisa. Embora tenha negado estar dirigindo na velocidade indicada pela perícia, o militar admitiu ter passado por sinais vermelhos nos semáforos entre a batida com o Virtus e a colisão com a moto de Miriam.

Estado atual do réu

Atualmente, o réu está internado em uma clínica psiquiátrica. Até o momento, a data do julgamento não foi informada.

Relembre o caso

O acidente aconteceu no dia 20 de junho deste ano. A motociclista Miriam Rosa Matos seguia pela Padre João Crippa em direção à Rua Maracaju, quando foi atingida pelo condutor da caminhonete, que estava na Maracaju sentido Avenida Presidente Ernesto Geisel. Com o impacto da colisão, Miriam — que pilotava uma Yamaha Factor 150 — foi lançada da moto por cerca de 20 metros e o veículo ficou destruído. O calçado dela foi encontrado do outro lado da rua. A vítima não resistiu e morreu no local.

O condutor da caminhonete perdeu o controle da direção e derrubou uma árvore. O veículo parou no estacionamento de uma clínica médica, a alguns metros de distância do local do acidente. O capô da caminhonete e os dois faróis foram arrancados com a colisão, e as portas dos passageiros ficaram destruídas. Tanto o motorista quanto o passageiro apresentavam sinais de embriaguez e foram levados sob escolta policial para atendimento médico. Pouco depois, o passageiro foi liberado e conduzido para a Depac-Cepol.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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