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ESTADO

Contas de obra suspeita de fraude em Sidrolândia seguem sob análise

A Itaipu Binacional ainda analisa a prestação de contas de R$ 8,5 milhões da reforma do hospital de Sidrolândia, investigada por suspeita de superfaturamento.

20/10/2026 às 18:01
3 min de leitura
Análise de prestação de contas de reforma do Hospital Dona Elmíria em Sidrolândia, investigada por fraude.
Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia (Foto: Juliano Almeida)

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A prestação de contas da reforma do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, continua sob análise da Itaipu Binacional. A instituição informou que a documentação financeira foi regularizada, mas ainda há pendências relacionadas aos projetos que deveriam ser apresentados pela entidade beneficiada. A análise permanece aberta mesmo após a conclusão da obra e o pagamento integral dos recursos previstos no convênio.

Itaipu nega indícios de irregularidades até o momento

Em resposta ao Campo Grande News, a Itaipu afirmou que não foram encontrados indícios de superfaturamento, pagamentos irregulares ou desvio de dinheiro nas verificações realizadas. No entanto, a análise da prestação de contas ainda não foi concluída, e não há prazo definido para o encerramento.

Convênio previa repasse de R$ 8,5 milhões para reforma

O financiamento foi formalizado pelo Convênio nº 4500075972, a partir de solicitação do hospital em setembro de 2023. Os valores acordados foram:

  • Repasse da Itaipu: R$ 8.583.628,30
  • Contrapartida da entidade: R$ 52.358,40

A aprovação considerou documentos técnicos e orçamentários, com referência às tabelas públicas Sinapi e Sinduscon. A Itaipu destacou que sua participação se limitou à análise documental, cabendo ao hospital a escolha das empresas e a administração dos contratos. Vistorias presenciais foram realizadas durante a execução.

Investigação aponta suspeita de superfaturamento

A reforma é alvo da Operação Dirty Pix, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do MPMS. A investigação aponta que o orçamento inicial, de R$ 1,13 milhão, foi revisado até alcançar R$ 8,5 milhões. Mensagens obtidas pelos promotores indicam discussões sobre a elevação dos valores e possíveis pagamentos a intermediários.

Suspeitos presos e alvos da Operação Dirty Pix

Entre os investigados está Jacob Meeuwis Breure, ex-presidente do hospital, preso preventivamente desde 7 de outubro. Também são alvos o empresário Hélio Carrilho Modesto Junior, o engenheiro Lucas Marques Nunes e o ex-assessor parlamentar Sérgio Roberto Castilho Vieira. A Itaipu afirmou desconhecer qualquer acordo de pagamento de comissões pela obtenção dos recursos, prática vedada por suas normas internas.

A Binacional não detalhou quais projetos ainda precisam ser entregues pela associação nem apresentou prazo para concluir a análise.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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