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ESTADO

MS demite ex-diretor do HR preso por fraudes de R$ 15,7 mi

O governo do Mato Grosso do Sul demitiu o ex-diretor administrativo do Hospital Regional, Rehder dos Santos Batista, preso por desviar R$ 15,7 milhões em esquema de notas fiscais frias.

20/10/2026 às 09:14
3 min de leitura
Fachada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), palco de desvios que levaram à prisão e demissão do ex-diretor.
Fachada do HRMS; estrutura do hospital foi usada pelo grupro criminoso para desvios financeiros. (Foto: Arquivo/Paulo Francis)

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O governo de Mato Grosso do Sul exonerou Rehder dos Santos Batista, ex-diretor administrativo e financeiro do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). A demissão foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (20) e é resultado de um processo administrativo disciplinar. Ele foi preso em junho em Santa Catarina, onde vivia desde que passou a ser investigado pelos desvios.

A punição, assinada pelo controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão de Arruda, determina que Rehder perde o cargo efetivo de Técnico de Serviços Hospitalares, lotado na Funsau (Fundação Serviços de Saúde). O ex-diretor foi solto no último mês por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Como funcionava o esquema

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o esquema envolvia a empresa Cirumed Comércio Ltda. Entre setembro de 2016 e outubro de 2019, foram emitidas 45 notas fiscais frias que simulavam a venda de produtos hospitalares.

  • Registro virtual: Medicamentos e insumos eram registrados no sistema do HRMS como se tivessem chegado.
  • Produtos fantasmas: Na realidade, os produtos nunca entravam no estoque do hospital.
  • Baixa e pagamento: O sistema dava baixa nos itens e os pagamentos eram liberados para o fornecedor.

Outros servidores punidos

O processo administrativo também resultou na destituição de Aldenir Barbosa do Nascimento, ex-diretor de Gerência e Assessoramento do hospital. Já a servidora aposentada Irineidy Silva da Costa, ex-gerente do laboratório do HRMS, foi suspensa por três meses do cargo efetivo de Auxiliar Técnico de Serviços Hospitalares.

Histórico de investigações milionárias

O MPMS investiga o caso desde 2023. As apurações apontam que o prejuízo total causado ao hospital pode ultrapassar R$ 20 milhões em compras simuladas e documentos falsos.

  • R$ 15,7 milhões: Valor total apontado em duas ações de improbidade contra Rehder.
  • R$ 12 milhões: Prejuízo identificado em uma das frentes de investigação, com 45 notas frias.
  • R$ 1,8 milhão: Prejuízo atualizado em ação que resultou na condenação de Rehder e outros envolvidos em julho de 2025.

O esquema foi alvo da Operação Parasita, deflagrada em dezembro de 2022 para apurar fraudes em compras do Hospital Regional. Ao todo, as investigações do MP geraram cinco ações criminais e quatro processos por improbidade administrativa.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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