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ESTADO

Passageiros aéreos crescem 1,1% em MS e estado supera média nacional

Mato Grosso do Sul registrou 71 mil passageiros em setembro, alta de 1,1% ante 2025, superando o índice nacional de 0,7%.

20/10/2026 às 18:39
3 min de leitura
Mato Grosso do Sul supera média nacional da aviação civil com alta de passageiros em setembro
Airbus da Latam no Aeoporto Francisco de Matos Pereira, em Dourados (Foto: A Frota)

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A aviação civil movimentou 71 mil passageiros em Mato Grosso do Sul em setembro, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgados nesta terça-feira (20). O número representa crescimento de 1,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando a média nacional, que teve alta de 0,7%.

Aeroportos mais movimentados do estado

O aeroporto com maior movimento foi o Internacional de Campo Grande, com 60,5 mil passageiros e 76 mil assentos ofertados — taxa de ocupação de quase 80%.

  • Dourados: 4,2 mil passageiros, ocupação de 84,1% e alta de 258% no indicador de passageiros pagantes por quilômetro voado em relação a agosto
  • Bonito: 3,7 mil passageiros, 75,7% de aproveitamento
  • Corumbá: 1,6 mil passageiros, 70% de ocupação
  • Ponta Porã: 987 passageiros para 1,7 mil assentos (55% de aproveitamento)

Aumento impulsionado por novos voos

O resultado em Dourados foi alavancado pela operação diária entre a cidade e o Aeroporto de Guarulhos (SP), iniciada em abril pela Latam. A companhia opera voos todos os dias, com partida de São Paulo às 7h45 e chegada em Dourados às 8h40. O retorno decola às 9h20 e pousa em Guarulhos às 12h25.

Dourados ficou quatro anos e quatro meses sem voos comerciais. A Latam retomou as operações em 8 de setembro de 2025 com três frequências semanais, dobrou a oferta em março deste ano e completou a grade diária em abril.

Fim de rotas

Na última sexta-feira (16), a Gol confirmou o encerramento de duas rotas no estado: as conexões entre Campo Grande e o Aeroporto do Galeão (RJ) e entre Bonito e Congonhas (SP). A decisão ocorre menos de três meses após a retomada da rota entre a capital sul-mato-grossense e o Rio de Janeiro. Já a linha de Bonito operava há quase cinco anos.

Em nota, a empresa justificou o corte pela alta no preço do QAV (querosene de aviação), que dobrou de valor e hoje representa 40% dos custos operacionais da companhia.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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