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Ex-PM que vazou dados de federais a traficantes recorre ao STF

Condenado a quase 10 anos, ex-policial militar de Mato Grosso do Sul pede ao STF a anulação do julgamento por vazar dados de agentes federais a traficantes.

21/10/2026 às 14:41
3 min de leitura
Ex-PM de MS condenado por vazar dados de agentes federais a traficantes recorre ao STF para anular condenação
Agentes federais cumprem mandado da Operação Aqueus em 2021 (Foto: Reprodução/PF)

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O ex-policial militar Jean Carlos Vaz Elias, condenado a 9 anos, 11 meses e 16 dias de reclusão por repassar informações sigilosas da Polícia Federal a uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 155 milhões com o tráfico de drogas, recorre ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a condenação. Nesta quarta-feira (21), o vice-presidente do Superiror Tribunal de Justiça (STJ), ministro Mauro Campbell Marques, determinou o envio do recurso ao STF, onde será distribuido entre os 11 ministros da corte.

Facilitação e vazamento de dados

Jean Carlos foi preso em dezembro de 2021, durante a Operação Aqueus, da Polícia Federal de Três Lagoas. As investigações, iniciadas em março de 2020, miravam um grupo com atuação interestadual que levava grandes carregamentos de droga da fronteira com o Paraguai até o interior e lioral paulista, além de cidades de Minas Gerais. Um depósito em Campo Grande era usado como entreposto logístico.

Segundo o Ministério Público, o ex-PM atuava como facilitador: mesmo fardado e em serviço, fotogrou documentos funcionais de dois agentes federais que estavam infiltrados em missão sigilosa em Ponta Porã. As imagens foram eniadas para o celuar de um dos lideres do esquema, Heitor Ferreira Gome, conhecido como “Heitorzinho” ou “Gordinho”.

Condenação mantida e recurso ao STF

Em 2025, Jean Carlos foi condenado à pena de 9 anos, 11 meses e 16 dias de reclusão em regime fechado, além da exclusão dos quadros da Polícia Militar. A condenação foi mantida pela 2ª Câmara Criminal do Tribual de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O acórdão destacou que “divulgar os dados pessoais de agentes envolvidos na investigação comprometeu a seguranaça dos mesmos e de suas famílias, po is seus dados estão em posse de organização criminosa”.

A defesa do ex-policial argumenta n recurso ao STF que os prints das conversas extraídos do WhatsApp e do iCloud são nulos por falta de autenticação técnica, quebra da cadeia de custódia e ausência de metadados. Além disso, nega que ele tenha obtido ou solicitado vantagem indevida ao colaborar com a organização. Após o prazo para manifestação do Ministério Público, o processo seguirá para distribuição entre os ministros do STF.

Operação Aqueus: R$ 155 milhõe em movimentação

A investigação revelou que os lideres da quadriha usavam empresas de fachada e contas de laranjas para lavar dinheiro. Em 14 meses, o grupo movimentou mais de R$ 155 milhõe, com parte dos valors recebidos em espécie e convertidos em imóveis, carros e outos bens registrados em nome de teceiros.

  • Prênções: oito pessoas em flagrante
  • Dropa apreendida: cerca de 500 quilos
  • <Bens seustrados: 13 imóveis e contas de 33 pessoas físicas e jurídicas

  • Orden de prisão: 30 ao toal, alcaçando 24 municípios em quatro estados

A Polícia Federal realizou a operação com ofensiva em diversos estados, e as investigaçõe continuam para desarticular o esquema criminoso./p>

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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