Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026

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POLICIA

Gaeco investiga policiais penais por entrada de ilícitos em presídio

Operação Colete de Troia do Gaeco cumpriu dez mandados em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí contra servidores suspeitos de facilitar tráfico de drogas e celulares.

21/10/2026 às 11:03
3 min de leitura
Agentes do Gaeco durante operação contra policiais penais suspeitos de facilitar entrada de ilícitos em presídio
Penitenciária de Dourados.(Foto:Foto: Divulgação/MPMS)

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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Colete de Troia. A ação mira um esquema criminoso liderado por policiais penais e cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante (MS), além de Paranavaí (PR).

Servidores usavam cargo para entrar com ilícitos

Segundo as investigações, iniciadas em meados de 2024, policiais penais são suspeitos de facilitar a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). Eles utilizavam o livre acesso do cargo para burlar protocolos de segurança, agindo em conluio com presidiários e comparsas externos. A coordenação das entregas incluía até o uso de drones. Os ilícitos eram depois distribuídos ou consumidos dentro do presídio.

Nome da operação faz alusão ao Cavalo de Troia

O nome “Colete de Troia” remete ao mito grego. Assim como o cavalo de madeira escondeu soldados que abriram os portões da cidade, os coletes e a confiança do cargo de policial penal foram usados para ocultar as ações ilícitas. A função que deveria proteger a sociedade foi instrumentalizada para infiltrar o crime organizado.

Força-tarefa mobiliza várias unidades

A operação contou com apoio tático e operacional de diversas forças:

  • Polícia Militar: Batalhão de Choque
  • Agepen: Comando de Operações Penitenciárias (Cope), Gerência de Inteligência Penitenciária e Corregedoria
  • Gaeco do Paraná: suporte logístico

As buscas também miraram o núcleo jurídico do esquema. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) acompanhou o cumprimento de mandado na residência de uma advogada investigada por suposta participação no esquema criminoso.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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