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ESTADO

Câncer de intestino em jovens: sintomas que exigem investigação

Morte da atriz Lua Blanco, aos 39 anos, reforça alerta sobre câncer colorretal. Médico orienta avaliar sinais persistentes sem demora.

22/10/2026 às 16:01
3 min de leitura
Câncer de intestino em jovens exige atenção a sintomas como sangue nas fezes e alterações intestinais
Dor abdominal intensa, distensão importante, vômitos persistentes ou incapacidade de evacuar e eliminar gases podem indicar uma complicação, como obstrução intestinal, e exigem atendimento de urgência. (Foto UFMS)

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O câncer de intestino, também chamado colorretal, não é exclusivo de idosos. O falecimento da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, neste domingo (18), após diagnóstico tardio da doença, trouxe o tema de volta à pauta. Familiares relataram à imprensa que ela descobriu o tumor já em estágio avançado. O caso serve de alerta: jovens também podem desenvolver a doença, e os primeiros sinais não devem ser ignorados.

Sinais que merecem atenção

Segundo o médico Odinilson Almeida Fonseca, coloproctologista do Hospital Universitário (Humap-UFMS), em Campo Grande, sintomas persistentes exigem investigação, especialmente quando acompanhados de:

  • Sangue nas fezes – visível ou oculto, capaz de causar anemia inexplicada;
  • Alterações intestinais – diarreia ou prisão de ventre que não passam;
  • Desconforto abdominal – dores frequentes, sensação de evacuação incompleta;
  • Perda de peso involuntária – emagrecimento sem dieta ou exercício;
  • Cansaço e palidez – sinais de anemia provocada por sangramentos internos.

Esses sintomas nem sempre indicam câncer, mas precisam ser avaliados clinicamente. A orientação é não atribuí-los automaticamente a hemorroidas, estresse ou alimentação.

Fatores de risco e prevenção

O histórico familiar é um dos principais fatores. Quem tem parentes com câncer colorretal, sobretudo em idade jovem, deve informar o médico. Síndromes hereditárias, pólipos e doenças inflamatórias intestinais (como retocolite ulcerativa e doença de Crohn) também exigem acompanhamento específico. Hábitos como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e sedentarismo elevam o risco. Alimentação saudável e atividade física ajudam a reduzir as chances, mas não eliminam a necessidade de exames periódicos.

Rastreamento pelo SUS

O Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para a rede pública. A partir de novembro, capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes começarão a oferecer o exame para pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas. O teste detecta sangue oculto nas fezes; resultado positivo não confirma câncer, mas indica a necessidade de colonoscopia. A data de chegada a cada unidade de saúde, como em Campo Grande, ainda não foi divulgada.

Quando procurar atendimento

A distinção entre rastreamento e investigação é essencial. Quem já apresenta sintomas como sangramento, anemia ou alterações intestinais deve buscar avaliação médica imediata, independentemente da idade, sem esperar pelo novo teste. Pelo SUS, o primeiro passo é a Unidade Básica de Saúde ou a equipe de Saúde da Família. Na consulta, relate o início dos sintomas, a frequência e o histórico familiar. O médico pode solicitar exames de sangue e encaminhar para colonoscopia, que permite biópsia e confirmação diagnóstica. Caso haja câncer, exames de estadiamento orientam o tratamento (cirurgia, quimioterapia, radioterapia).

Dor abdominal intensa, barriga muito distendida, vômitos persistentes ou incapacidade de evacuar e eliminar gases são sinais de obstrução intestinal e exigem atendimento de urgência. Não adie a consulta por vergonha ou por achar que é “apenas hemorroida”.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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