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Bares fecham as portas e noite perde força na Rua 14 de Julho

Após fechamento de estabelecimentos como Mistura e Má Donna, Pizza Pub se despede nesta sexta; empresários citam insegurança e falta de apoio.

23/10/2026 às 16:54
3 min de leitura
Auge da interdição do trânsito na Rua 14 de Julho quando os bares eram lotados (Foto: Arquivo Pessoal)

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Em menos de três meses, a Rua 14 de Julho, que se consolidou como ponto de encontro da vida noturna de Campo Grande, perdeu três bares: Mistura, Má Donna e, agora, o Pizza Pub. A saída em série revela dificuldades relatadas por empresários, como queda no movimento, insegurança e falta de suporte público.

Despedidas e mudanças

O Mistura fechou as portas em agosto de 2026, após dois anos de funcionamento. Graciela Minna, sócia do bar, afirma que a redução de clientes e as despesas fixas levaram à decisão. O Má Donna Bar, de Kayky Sanches, prepara mudança para um endereço considerado mais tranquilo. Já o Pizza Pub encerra o atendimento nesta sexta-feira (23) e coloca o ponto à venda.

Custos que pesam

Os gastos mensais eram altos para os pequenos negócios. Veja os principais itens relatados:

  • Aluguel do Mistura: R$ 5,7 mil
  • Total com IPTU do Mistura: R$ 6,2 mil
  • Cachê de banda e som (Mistura): entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por apresentação
  • Despesas totais do Má Donna: cerca de R$ 60 mil mensais, incluindo oito funcionários
  • Despesas básicas do Copo Bar: R$ 20 mil mensais, com aluguel de R$ 4 mil

Segurança e concorrência

Empresários que saíram apontam a segurança como principal razão. Graciela relata que clientes deixaram de frequentar a região por medo de brigas. Kayky critica a falta de fiscalização e cita episódio com gás lacrimogêneo. Ambos mencionam concorrência desleal com vendedores ambulantes. Jean Vernochi, do Pizza Pub, afirma que a segurança no Centro não existe.

Quem fica e aposta no potencial

Bruno Morais, do Copo Bar, resiste. Ele afirma que, apesar da queda no movimento, a rua ainda tem potencial para atrair frequentadores. Defende mais policiamento, incentivo à cultura e melhorias na estrutura. “Poderia ser a Avenida Bom Pastor do centro”, compara. A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande e a Polícia Militar, mas não obteve resposta até a publicação.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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