Denúncias de assédio eleitoral saltam 218% no Mato Grosso do Sul
As denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul saltaram de 11 para 35, alta de 218,2%, desde o primeiro turno das eleições, conforme o MPT-MS.
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As denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul saltaram de 11 para 35, alta de 218,2%, desde o primeiro turno das eleições, conforme o MPT-MS.
Denúncias crescem 218% no estado
O órgão contabilizou 35 registros até esta segunda-feira (26). Seis novas denúncias chegaram desde quinta-feira (22), quando o estado tinha 29. Em todo o país, o MPT recebeu 1.937 denúncias relacionadas às eleições.
O que caracteriza assédio eleitoral
Assédio eleitoral é qualquer pressão de empregadores ou outras pessoas para que o trabalhador apoie um candidato, revele o voto ou mude sua preferência política. As práticas incluem:
- Ameaças de demissão ou punição por causa do voto;
- Recusa de contratação por motivos políticos;
- Represálias após o resultado das urnas;
- Coerção digital via aplicativos e redes sociais.
Denúncia continua após eleições
A procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, afirmou que o fim do período eleitoral não impede novas denúncias. “O encerramento das eleições não impede a apresentação de denúncias ao MPT-MS”, disse.
O voto é livre e secreto. Nenhum trabalhador é obrigado a informar sua escolha ou pode ser ameaçado, constrangido ou punido.
Canais para registrar denúncia
As denúncias podem ser feitas pelo canal eletrônico do MPT-MS, disponível 24 horas por dia, de forma sigilosa. Também é possível ir presencialmente às unidades de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, de segunda a sexta, das 9h às 17h.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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