Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026

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ESTADO

Operador de guindaste contesta na Justiça exame toxicológico positivo

Operador de guindaste com exame positivo para cocaína fez novo teste negativo e recorreu à Justiça para anular o primeiro laudo.

26/10/2026 às 17:19
3 min de leitura
Operador de guindaste contesta na Justiça resultado positivo em exame toxicológico para cocaína
Estátua da deusa Themis, em frente ao Fórum de Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

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Um operador de guindaste recebeu resultado positivo para cocaína em exame toxicológico, mas após fazer novo teste em outro laboratório obteve resultado negativo. Com a divergência, recorreu à Justiça de Mato Grosso do Sul para tentar anular o primeiro laudo.

Exames divergentes geram questionamento

Segundo o trabalhador, o primeiro exame identificou cocaína e metabólitos, resultado confirmado pela contraprova da mesma amostra. Em outro teste, em laboratório diferente, não foram detectadas as substâncias. A divergência levou o operador a questionar os procedimentos de coleta, armazenamento e análise, além de pedir indenização por danos materiais e morais.

Justiça nega suspensão imediata

Ao analisar o caso, o magistrado considerou que os resultados diferentes não comprovam erro no primeiro exame, pois a contraprova foi positiva e o resultado negativo veio de nova coleta em outro momento. Para esclarecer a divergência, será necessário avaliar métodos, cadeia de custódia e períodos de detecção das substâncias. O juiz também observou que o trabalhador não apresentou documentos de suspensão da CNH, restrições de trânsito ou impedimento profissional, por isso negou a suspensão imediata dos efeitos do laudo.

Determinação de preservação de provas

Apesar de não suspender o resultado, a Justiça determinou que o laboratório preserve a amostra biológica remanescente e os registros do exame e da contraprova, se ainda existirem. A medida includi:

  • Documentos de coleta, armazenamento e transporte
  • Dados dos equipamentos utilizados
  • Identificação dos profissionais responsáveis pelas análises

A empresa será citada para cumprir a determinação e apresentar defesa. A decisão é provisória e não estabelece se houve erro no exame. A validade do laudo e os pedidos de indenização serão analisados no decorrer do processo.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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