Gaeco investiga cartel que fraudou R$ 3 mi em licitações esportivas
Operação Trama Oculta cumpre mandados em sete cidades de Mato Grosso do Sul contra grupo suspeito de direcionar licitações esportivas.
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A Operação Trama Oculta, deflagrada na manhã desta quarta-feira (28) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares em sete cidades de Mato Grosso do Sul. O alvo é um grupo de empresários suspeito de atuar como cartel para fraudar licitações de materiais esportivos e uniformes para prefeituras do interior.
As investigações apontam que o grupo ajustava previamente os preços das propostas nos pregões, simulando competição para elevar os valores dos contratos públicos. Até o momento, foram identificadas 15 licitações fraudadas, com contratos que somam aproximadamente R$ 3 milhões.
- Mandados de busca e apreensão: 28
- Medidas cautelares diversas da prisão: 14
- Licitações fraudadas: 15
- Valor dos contratos: cerca de R$ 3 milhões
Mandados são cumpridos em sete cidades de MS
As ordens judiciais são cumpridas em Campo Grande, Sidrolândia, Anastácio, Caarapó, Dourados, Mundo Novo e Jardim. Na capital, equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) apoiam as buscas em um prédio na Rua da Paz e em uma loja na Rua Sete de Setembro.
Durante as buscas em uma confecção de uniformes ligada a um dos alvos, os policiais apreenderam uma arma de fogo sem registro. Em Sidrolândia, equipes do BPChoque (Batalhão de Choque) da Polícia Militar estiveram na casa do ex-secretário municipal e atual chefe do setor de Manutenção, Welbet José Biaggi Amorim, e da empresária Priscilla Depiné Struck.
Investigação começou por celular apreendido
As investigações tiveram início com provas extraídas de um celular apreendido na Operação Malebolge, deflagrada em fevereiro de 2025. Na ocasião, foi desarticulada uma organização criminosa voltada a fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na compra de uniformes e materiais escolares.
O esquema da Malebolge envolvia um empresário que cooptava servidores públicos para direcionar editais e simulava concorrência com empresas de fachada, gerando contratos de mais de R$ 10 milhões. Durante as vistorias, a Vigilância Sanitária interditou uma câmara frigorífica com alimentos vencidos em uma fornecedora ligada ao grupo.
Defesa acompanha buscas e aguarda detalhes
Ao Campo Grande News, o advogado Mário Ângelo Guarnieri Martins confirmou que agentes cumprem mandado no endereço comercial de seu cliente. A equipe jurídica acompanha os procedimentos, mas ainda não teve acesso ao teor integral da decisão judicial.
“Nós estamos acompanhando. Até o momento a gente não tem ainda a decisão em mãos para entender a magnitude, o tamanho da operação, até por conta do sigilo da investigação”, declarou.
A defesa informou que o investigado não estava na loja durante a chegada dos policiais. As investigações correm em segredo de Justiça e as autoridades devem divulgar balanço oficial das apreensões ao longo do dia.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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