Gaeco prende advogada e PM por vazar dados sigilosos ao PCC em MS
Casal formado por advogada e policial militar é preso pela Operação Consorte em Campo Grande e Dourados por repassar dados da segurança pública ao PCC.
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A Operação Consorte, deflagrada pelo Gaeco nesta quinta-feira (29), prendeu uma advogada e um policial militar em Mato Grosso do Sul. O casal é suspeito de integrar o PCC e repassar informações sigilosas da segurança pública para a facção.
Os mandados foram cumpridos em Campo Grande e Dourados. A identidade dos suspeitos não foi revelada.
Gaeco mira esquema de vazamento de dados para o PCC
De acordo com a investigação, o policial usava as credenciais funcionais para acessar sistemas restritos e secretos. Ele repassava os dados à esposa, advogada, que os enviava a integrantes da organização criminosa.
O nome da operação, Consorte, é uma referência ao casamento dos investigados e à parceria no esquema criminoso.
Os suspeitos devem responder por organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.
Terceira fase da Operação Courrier
A ação é a terceira fase da Operação Courrier, iniciada em março de 2022 para desarticular a Sintonia dos Gravatas. Esse braço jurídico do PCC era formado por advogados e servidores públicos que usavam atendimentos prisionais para transmitir ordens de líderes criminosos.
Nesta etapa, os agentes cumpriram:
- Dois mandados de prisão;
- Três mandados de busca e apreensão.
A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da OAB-MS. Fases anteriores da Courrier resultaram na condenação de chefes de cartório e na suspensão de registros profissionais de advogados ligados à Máfia dos Gravatas.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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