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ESTADO

Preso que fugiu após explosão de presídio na PB chega a Campo Grande

Preso que participou da fuga em massa na PB1 em 2018 chega a Campo Grande nesta quarta-feira (28).

29/10/2026 às 09:20
3 min de leitura
Preso fugitivo após explosão de portão de presídio na PB chega a Campo Grande
Preso, de calça azul, na chegada ao aeroporto, vindo do PR (Foto: Direto das Ruas)

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O preso Antônio Arcênio de Andrade Neto, de 33 anos, conhecido como “De Menor”, desembarcou nesta quarta-feira (28) no Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran, em Campo Grande. Ele foi transferido da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para uma unidade do sistema prisional da capital sul-mato-grossense.

Imagens obtidas pelo Campo Grande News mostram o momento do desembarque, na pista do aeroporto. De camiseta branca, calça azul e tênis, o preso estava acompanhado de dois policiais penais, sob vigilância de agentes fardados.

Quem é o preso “De Menor”

Antônio Arcênio acumula condenações que somam quase 50 anos de prisão. Os crimes incluem:

  • Latrocínio (roubo seguido de morte)
  • Tentativa de latrocínio
  • Participação em organização criminosa

Ele integrou o grupo de 92 detentos que fugiram da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1). A fuga ocorreu em João Pessoa, em setembro de 2018, após criminosos explodirem o portão da unidade.

Recaptura e ligações com o crime

A Polícia Federal capturou Antônio em 27 de junho de 2021, na região de Campinas (SP), durante operação para localizar foragidos da Justiça. Na época, ele vivia em uma residência de alto padrão e era investigado por envolvimento em crimes graves, incluindo roubos a carros-fortes.

Segundo informações divulgadas na ocasião, o preso tinha ligação com Romário Gomes Silveira, o “Romarinho”. Ele também integrou o grupo que escapou da penitenciária paraibana em 2018.

Investigações da Polícia Federal apontam Antônio como liderança de um grupo. A organização atua no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro, com presença na Paraíba e em outros estados. Documentos judiciais identificaram diferentes núcleos e atribuíram a ele o comando de um deles.

Motivo da transferência não foi revelado

Esse tipo de operação é feito de forma sigilosa. Não foram divulgadas informações sobre o motivo da mudança para Campo Grande. Rodízios entre unidades federais são comuns envolvendo presos considerados muito perigosos.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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