Acidente de Porsche em MS pode ter pena de 4 anos; SP condena a 17
Acidente com Porsche em MS pode gerar pena de 4 anos; caso em SP termina com condenação a 17.
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Enquanto o caso do Porsche em São Paulo terminou com condenação a 17 anos de prisão, o acidente com o mesmo modelo de carro em Mato Grosso do Sul pode ter pena de 4 anos. A diferença está na classificação jurídica dos crimes.
Pena estimada para empresário é de 4 anos
O empresário Arthur Torres Rodrigues Navarro é réu por homicídio culposo e por não prestar socorro à vítima. O acidente aconteceu no dia 22 de março de 2024, na Rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande.
Somadas as penas máximas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, o total é de 7 anos. A pena mínima é de 3 anos. Em caso de condenação, a estimativa é de 4 anos, mas o réu também pode ser absolvido.
- Pena máxima prevista no CTB: 7 anos de prisão.
- Pena mínima: 3 anos.
- Pena estimada em caso de condenação: 4 anos.
Porsche atingiu motocicleta a 89,4 km/h
Arthur conduzia um Porsche quando atingiu a motocicleta de Hudson de Oliveira Ferreira, de 39 anos. A velocidade registrada foi de 89,4 km/h. Hudson morreu no dia 24 de março, dois dias após o acidente.
O empresário só se apresentou à polícia em 5 de abril, 14 dias depois do acidente. Ele responde ao processo em liberdade. Em depoimento, disse que estava com pressa porque a esposa, grávida, passava mal.
Defesa pede absolvição; processo aguarda sentença
Os advogados André Borges e Lucas Rosa, que defendem Navarro, pediram a absolvição do cliente. O processo tramita na 3ª Vara Criminal de Campo Grande e aguarda sentença.
Em nota, a defesa afirmou que a investigação foi conduzida de forma técnica e que o Judiciário ainda não concluiu o processo.
Caso de São Paulo teve condenação por dolo eventual
Em São Paulo, Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos de prisão por homicídio com dolo eventual e lesão corporal gravíssima. Ele dirigia um Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. A sentença foi divulgada na sexta-feira (30).
A defesa de Sastre pedia a desclassificação para homicídio culposo, mas a acusação sustentou que ele assumiu o risco de matar.
Família da vítima cobra R$ 710 mil de indenização
A família de Hudson cobra indenização de 500 salários mínimos, o equivalente a R$ 710 mil. O trabalhador tinha renda mensal de R$ 4.260 e deixou esposa e quatro filhos.
A 16ª Vara Cível de Campo Grande concedeu liminar para o pagamento de pensão alimentícia provisória, no valor correspondente a 2/3 do salário mínimo.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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