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ESTADO

MP quer manter delegado preso para evitar destruição de provas

Ministério Público de MS rejeita liberdade com tornozeleira e alega risco de interferência do delegado na Operação Infiltrados.

03/11/2026 às 18:06
3 min de leitura
MP pede que delegado preso por esquema de drogas permaneça detido para não destruir provas.
Delegado Hoffman no dia em que divulgou apreensão de droga em ação combinada com traficantes, segundo o Gaeco. (Foto: Arquivo)

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça que mantenha a prisão preventiva do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, investigado na Operação Infiltrados. O parecer do Gaeco foi apresentado à 8ª Vara Criminal de Campo Grande no dia 29 de outubro, rejeitando o pedido da defesa para substituir a detenção por tornozeleira eletrônica.

Risco de interferência na investigação

O Gaeco sustenta que o delegado representa risco à produção de provas, à ordem pública e ao andamento do processo. Os promotores afirmam que ele já deu mostras concretas de que, em liberdade, poderia interferir diretamente na apuração, garantindo impunidade para o esquema criminoso.

O documento de 21 páginas contesta a defesa, que pedia a liberdade com monitoramento eletrônico, afastamento da função policial, recolhimento de armas e distintivo, e proibição de contato com investigados.

Medidas alternativas propostas pela defesa

Os advogados José Roberto Rodrigues da Rosa e João Pedro da Silva Fialho propuseram uma série de restrições para substituir a prisão preventiva:

  • Monitoramento eletrônico com tornozeleira;
  • Entrega do passaporte e proibição de sair do estado sem autorização;
  • Recolhimento domiciliar noturno;
  • Afastamento das atividades policiais e bloqueio de acesso aos sistemas Sigo, Córtex e Infoseg;
  • Entrega de armas, munições, distintivo e credenciais;
  • Proibição de entrar em delegacias e locais de armazenamento de drogas;
  • Proibição de contato com investigados e testemunhas.

Para o MP, essas medidas não são suficientes para neutralizar os riscos concretos que justificaram a prisão.

Histórico de obstrução

O Gaeco lembra que, após ser avisado da operação, o delegado fugiu de casa, levando telefone celular, equipamentos, anotações, documentos e dinheiro em espécie. Além disso, uma investigação anterior da Denar já apontava dificuldades criadas por ele para proteger o esquema de desvio de drogas.

O parecer reforça que a posição de comando do delegado na organização criminosa e o histórico de obstrução tornam necessária a manutenção da prisão. A decisão sobre o pedido de liberdade ainda cabe à Justiça.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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