MP quer manter delegado preso para evitar destruição de provas
Ministério Público de MS rejeita liberdade com tornozeleira e alega risco de interferência do delegado na Operação Infiltrados.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça que mantenha a prisão preventiva do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, investigado na Operação Infiltrados. O parecer do Gaeco foi apresentado à 8ª Vara Criminal de Campo Grande no dia 29 de outubro, rejeitando o pedido da defesa para substituir a detenção por tornozeleira eletrônica.
Risco de interferência na investigação
O Gaeco sustenta que o delegado representa risco à produção de provas, à ordem pública e ao andamento do processo. Os promotores afirmam que ele já deu mostras concretas de que, em liberdade, poderia interferir diretamente na apuração, garantindo impunidade para o esquema criminoso.
O documento de 21 páginas contesta a defesa, que pedia a liberdade com monitoramento eletrônico, afastamento da função policial, recolhimento de armas e distintivo, e proibição de contato com investigados.
Medidas alternativas propostas pela defesa
Os advogados José Roberto Rodrigues da Rosa e João Pedro da Silva Fialho propuseram uma série de restrições para substituir a prisão preventiva:
- Monitoramento eletrônico com tornozeleira;
- Entrega do passaporte e proibição de sair do estado sem autorização;
- Recolhimento domiciliar noturno;
- Afastamento das atividades policiais e bloqueio de acesso aos sistemas Sigo, Córtex e Infoseg;
- Entrega de armas, munições, distintivo e credenciais;
- Proibição de entrar em delegacias e locais de armazenamento de drogas;
- Proibição de contato com investigados e testemunhas.
Para o MP, essas medidas não são suficientes para neutralizar os riscos concretos que justificaram a prisão.
Histórico de obstrução
O Gaeco lembra que, após ser avisado da operação, o delegado fugiu de casa, levando telefone celular, equipamentos, anotações, documentos e dinheiro em espécie. Além disso, uma investigação anterior da Denar já apontava dificuldades criadas por ele para proteger o esquema de desvio de drogas.
O parecer reforça que a posição de comando do delegado na organização criminosa e o histórico de obstrução tornam necessária a manutenção da prisão. A decisão sobre o pedido de liberdade ainda cabe à Justiça.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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