Delegado preso por tráfico é alvo de novo mandado na Operação Ifrit
Já detido, delegado Hoffman D'Ávila é alvo de novo mandado na Operação Ifrit, da PF, contra o tráfico transnacional de armas e drogas.
Anuncie Aqui
O delegado afastado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa teve novo mandado de prisão cumprido na manhã desta quarta-feira (4) durante a Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal. Ele já estava detido na sede do Garras, em Campo Grande, e foi levado ao Presídio Federal.
Delegado é transferido após novo mandado
A operação investiga um grupo de tráfico transnacional de armas e drogas ligado ao PCC e ao PGC. Segundo a PF, a organização movimentou meio bilhão de reais em dois anos. Os valores passaram por contas de investigados, empresas de fachada e operações comerciais fictícias.
Defesa do delegado pede revogação da prisão
O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa afirmou que “nada tem a dizer” no momento. João Pedro da Silva Fialho, que também atua na defesa do delegado, está na sede da Polícia Federal, mas não falou com a imprensa.
No dia 28 de outubro, a defesa pediu a revogação da prisão preventiva com medidas cautelares ou a conversão para prisão domiciliar humanitária, por questões de saúde. Entre as alternativas propostas estão:
- Tornozeleira eletrônica;
- Recolhimento domiciliar noturno;
- Entrega do passaporte;
- Suspensão do exercício da função pública;
- Bloqueio total de acesso aos sistemas de informação da segurança pública;
- Recolhimento de armas e credenciais.
Ainda não há decisão.
Operação Ifrit cumpre 108 ordens judiciais
Ao todo, são cumpridas 108 ordens judiciais expedidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Do total:
- 76 mandados de busca e apreensão;
- 25 mandados de prisão preventiva;
- 1 mandado de prisão temporária;
- 3 medidas de monitoração eletrônica.
As investigações apontam que a organização criminosa transnacional era liderada por um núcleo familiar e contava com a participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal. O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, sequestros, torturas e atentados. A quadrilha usava armamento pesado, estruturas logísticas e veículos blindados.
Empresário e investigador também são alvos
O empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, também está entre os alvos. Ele é sócio-administrador da empresa Adel Hassan Haidar Ltda., que usa o nome fantasia Residencial Nossa Senhora. A empresa, aberta em maio de 2001, atua no setor de hospedagem e no comércio de veículos.
O investigador Douglas Tobias foi alvo de mandados em Campo Grande. Na casa dele, no Condomínio Alphaville, a PF apreendeu um Ford Mustang Shelby GT500 avaliado em R$ 370 mil, registrado em nome da empresa da esposa. O advogado Luiz Renê Gonçalves disse que, na terça-feira (3), a Justiça revogou a prisão preventiva do investigador na Operação Infiltrados. Nesta quarta, ele acompanhou as buscas no local.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários