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ESTADO

Integrante do clã Haidar é mantido preso pela Justiça Federal

Justiça Federal manteve nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva de Fahd Haidar, de 25 anos, investigado na Operação Ifrit, em audiência de custódia por videoconferência.

04/11/2026 às 22:26
3 min de leitura
Integrante do clã Haidar tem prisão preventiva mantida pela Justiça Federal em audiência
Fahd Haidar, de 25 anos, um dos integrantes da família de Ponta Porã investigada na Operação Ifrit. (Foto: Reprodução/Instagram)

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A Justiça Federal manteve nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva de Fahd Haidar, de 25 anos, integrante da família de Ponta Porã investigada na Operação Ifrit. A decisão foi tomada durante audiência de custódia por videoconferência, na qual a juíza Eduarda dos Santos Knob determinou que ele permanecesse preso à disposição da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Como ainda não havia passado por exame de corpo de delito, a magistrada determinou que a Polícia Federal providenciasse o procedimento e apresentasse o laudo em até 48 horas. O mandado de prisão havia sido expedido na terça-feira (3) pelo juiz federal Felipe Bittencourt Potrich, responsável pela investigação.

Jovem trabalha com cavalos e possui vila hípica

Durante a audiência, Fahd informou que trabalha com cavalos, possui uma vila hípica e tem renda variável. Também declarou ser proprietário de uma motocicleta financiada e utilizar um veículo registrado em nome de uma empresa. O jovem é filho de Nasser Haidar, outro nome que aparece entre os investigados.

Família atuava na fronteira desde 2018

A prisão integra uma investigação mais ampla sobre uma organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, atuava desde pelo menos 2018 na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. O grupo seria comandado por três irmãos, com participação de filhos e outros parentes. Entre os principais alvos está o empresário Adel Hassan Haidar, preso durante a operação.

As apurações apontam que a estrutura familiar mantinha conexões com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Conforme apurado pelo Campo Grande News, a organização teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos.

Drogas e armas abasteciam Brasil e Europa

Drogas e armas eram compradas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer o mercado brasileiro. Parte dos carregamentos de drogas seguia para a Europa, principalmente Espanha e Portugal. A investigação também identificou empresas de fachada, operações financeiras suspeitas e uma estrutura de segurança formada por homens armados, veículos blindados, drones e equipamentos de comunicação.

Patrimônio bilionário sob investigação

O patrimônio associado ao grupo chamou a atenção dos investigadores. A Justiça determinou medidas sobre aproximadamente 160 imóveis, entre mansões, apartamentos, um haras e seis fazendas que somam mais de 5 mil hectares. A operação alcançou ainda mais de 150 veículos, lanchas e cavalos de raça.

  • Imóveis: aproximadamente 160, incluindo mansões, apartamentos, haras e seis fazendas
  • Veículos: mais de 150, além de lanchas e cavalos de raça
  • Bloqueios: até R$ 300 milhões em contas de 170 pessoas e empresas

Policiais são suspeitos de participar do esquema

Outro ponto central da apuração é a suspeita de participação de agentes de segurança pública. Policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal teriam recebido dinheiro e bens para fornecer informações sigilosas, acompanhar rivais da organização e avisar sobre operações policiais.

Entre os investigados estão o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, suspeito de lucrar R$ 15 milhões com o desvio de cocaína apreendida, e o investigador Douglas Tobias, também implicado na Operação Infiltrados.

Operação Ifrit cumpre 76 buscas em sete estados

A Operação Ifrit mobilizou equipes em Mato Grosso do Sul e outros seis estados para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis e medidas de monitoramento eletrônico.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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