Integrante do clã Haidar é mantido preso pela Justiça Federal
Justiça Federal manteve nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva de Fahd Haidar, de 25 anos, investigado na Operação Ifrit, em audiência de custódia por videoconferência.
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A Justiça Federal manteve nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva de Fahd Haidar, de 25 anos, integrante da família de Ponta Porã investigada na Operação Ifrit. A decisão foi tomada durante audiência de custódia por videoconferência, na qual a juíza Eduarda dos Santos Knob determinou que ele permanecesse preso à disposição da 3ª Vara Federal de Campo Grande.
Como ainda não havia passado por exame de corpo de delito, a magistrada determinou que a Polícia Federal providenciasse o procedimento e apresentasse o laudo em até 48 horas. O mandado de prisão havia sido expedido na terça-feira (3) pelo juiz federal Felipe Bittencourt Potrich, responsável pela investigação.
Jovem trabalha com cavalos e possui vila hípica
Durante a audiência, Fahd informou que trabalha com cavalos, possui uma vila hípica e tem renda variável. Também declarou ser proprietário de uma motocicleta financiada e utilizar um veículo registrado em nome de uma empresa. O jovem é filho de Nasser Haidar, outro nome que aparece entre os investigados.
Família atuava na fronteira desde 2018
A prisão integra uma investigação mais ampla sobre uma organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, atuava desde pelo menos 2018 na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. O grupo seria comandado por três irmãos, com participação de filhos e outros parentes. Entre os principais alvos está o empresário Adel Hassan Haidar, preso durante a operação.
As apurações apontam que a estrutura familiar mantinha conexões com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Conforme apurado pelo Campo Grande News, a organização teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos.
Drogas e armas abasteciam Brasil e Europa
Drogas e armas eram compradas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer o mercado brasileiro. Parte dos carregamentos de drogas seguia para a Europa, principalmente Espanha e Portugal. A investigação também identificou empresas de fachada, operações financeiras suspeitas e uma estrutura de segurança formada por homens armados, veículos blindados, drones e equipamentos de comunicação.
Patrimônio bilionário sob investigação
O patrimônio associado ao grupo chamou a atenção dos investigadores. A Justiça determinou medidas sobre aproximadamente 160 imóveis, entre mansões, apartamentos, um haras e seis fazendas que somam mais de 5 mil hectares. A operação alcançou ainda mais de 150 veículos, lanchas e cavalos de raça.
- Imóveis: aproximadamente 160, incluindo mansões, apartamentos, haras e seis fazendas
- Veículos: mais de 150, além de lanchas e cavalos de raça
- Bloqueios: até R$ 300 milhões em contas de 170 pessoas e empresas
Policiais são suspeitos de participar do esquema
Outro ponto central da apuração é a suspeita de participação de agentes de segurança pública. Policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal teriam recebido dinheiro e bens para fornecer informações sigilosas, acompanhar rivais da organização e avisar sobre operações policiais.
Entre os investigados estão o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, suspeito de lucrar R$ 15 milhões com o desvio de cocaína apreendida, e o investigador Douglas Tobias, também implicado na Operação Infiltrados.
Operação Ifrit cumpre 76 buscas em sete estados
A Operação Ifrit mobilizou equipes em Mato Grosso do Sul e outros seis estados para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis e medidas de monitoramento eletrônico.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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