Tifanny aciona Justiça comum contra veto do STJD para voltar a jogar
Tifanny recorre à Justiça comum após o STJD manter restrição que a impede de jogar pela CBV.
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Tifanny Abreu entrou com ação na Justiça comum contra a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A atleta pede a anulação da decisão do STJD do Vôlei que manteve a restrição à sua participação em competições femininas nacionais.
O pedido de tutela de urgência busca uma decisão provisória antes do julgamento definitivo. A defesa afirma que a mudança das regras violou direitos anteriormente reconhecidos à atleta.
Defesa questiona falta de transição e uso do marcador SRY
Os advogados de Tifanny também questionam a ausência de período de transição. Eles criticam o uso do marcador genético SRY como critério de elegibilidade.
A petição aponta falhas na fundamentação do julgamento. O texto ainda levanta suspeitas sobre a imparcialidade do STJD.
“Não se trata de simples inconformismo com o resultado desfavorável, mas de questionamento à própria regularidade do procedimento decisório”, diz trecho da ação.
STJD defende autonomia da CBV e mantém veto
A decisão do STJD foi unânime, com voto do relator Mauricio Corrêa da Veiga. O STJD entende que a regulamentação internacional, as temporadas anteriores e o contrato com o Osasco não afastam essa competência.
“O controle exercido pela Justiça Desportiva deve preservar a autonomia regulamentar da entidade”, argumentou o STJD. A autonomia, porém, não pode ser esvaziada pela substituição jurisdicional de critérios técnico-desportivos.
Atleta chegou a atuar na Supercopa e na estreia da Superliga
Antes da nova decisão, Tifanny conseguiu liminar no TJ-RJ. O pedido de revisão no STJD havia sido negado.
A liminar liberou a participação na Supercopa contra o Praia Clube. A ponteira também atuou na estreia do Osasco na Superliga, diante de Brasília.
Depois dessa partida, a jogadora voltou a ficar impedida.
CBV restringe torneios femininos a atletas com sexo biológico feminino
Em agosto, a CBV determinou que a prática dos torneios femininos seja exclusiva para atletas com sexo biológico feminino. A medida segue as políticas do COI e da FIVB.
As entidades não obrigam a adoção, mas a CBV decidiu atuar conforme as diretrizes do Movimento Olímpico.
Tifanny acumula títulos pelo Osasco
Aos 41 anos, Tifanny concluiu a transição de gênero. Ela estreou na Superliga Feminina em 2017, com permissão da FIVB. Esta é a sexta temporada da ponteira no Osasco.
- Superliga: um título
- Campeonato Paulista: quatro títulos
- Sul-Americano: vice-campeonato
- Mundial de Clubes: terceiro lugar
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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