Grupo acusado de aplicar golpe de R$ 2,3 mi em idosos vai a julgamento
Grupo suspeito de golpe de R$ 2,3 mi em idosos será julgado em dezembro em Campo Grande.
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O grupo suspeito de fraudar R$ 2,3 milhões de idosos vai a julgamento em 2 de dezembro, na 4ª Vara Criminal de Competência Residual de Campo Grande. Na audiência, serão ouvidos os acusados, as vítimas e as testemunhas.
Esquema de Fraude Contra Aposentados
A investigação é desdobramento da Operação Crédito Fantasma, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), deflagrada em maio deste ano. O grupo, com base em São Paulo, obtinha dados de idosos e aposentados do INSS para cometer fraudes financeiras.
Como o Golpe Era Aplicado
Segundo as investigações, o grupo agia logo após a contratação de empréstimos consignados. Entre 24 e 48 horas após o depósito, os suspeitos ligavam para as vítimas, se passavam por funcionários do banco e ofereciam redução de juros ou revisão contratual.
Sob o pretexto de melhorar as condições, convenciam as vítimas a transferir via Pix a primeira parcela ou o valor total recebido. O dinheiro ia para contas controladas pelo grupo, que fazia transferências sucessivas para terceiros e empresas para ocultar a origem.
- Abordagem: contato até 48 horas após o empréstimo
- Falsa oferta: redução de juros ou revisão do contrato
- Transferência: vítimas enviam valores via Pix
- Lavagem: dinheiro dividido em contas de terceiros e empresas
Após 12 meses de apuração, o MPMS apontou movimentação de pelo menos R$ 2,3 milhões. O esquema teria feito mais de 100 vítimas em Mato Grosso do Sul, Goiás e estados do Nordeste.
Investigação e Prisões
Quatro investigados foram presos preventivamente em maio, em São Paulo, Campinas e Guarulhos. A operação teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo e da Polícia Civil. Foram apreendidos computadores, celulares e documentos.
Denúncia e Defesa
Entre os denunciados está Samira Iasmin Teixeira da Fonseca, também identificada como Matheus Henrique Teixeira da Fonseca. Segundo a denúncia, uma empresa em seu nome recebia os valores desviados antes de repassá-los a outras contas. Ela permanece em prisão preventiva.
A defesa pediu habeas corpus ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), alegando falta de fundamentação da prisão, condições pessoais favoráveis e demora no processo. A 1ª Câmara Criminal negou por unanimidade, mantendo a prisão para preservar a ordem pública e interromper as atividades do grupo.
O juízo da 4ª Vara rejeitou questões preliminares das defesas, destacando que, em crimes atribuídos a grupo, a denúncia pode descrever condutas de forma geral, desde que assegurados o contraditório e a ampla defesa.
Audiência de Dezembro
A audiência será híbrida, permitindo que réus e testemunhas fora da comarca sejam ouvidos por videoconferência. A produção de provas e os interrogatórios antecedem a sentença.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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