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POLÍTICA

TSE proíbe campanha de Lula de associar Bolsonaro a canibalismo em propaganda eleitoral 

10/10/2022 às 18:11
3 min de leitura
Jair Bolsonaro

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Apesar de ter caráter imediato, a medida do ministro Paulo de Tarso Sanseverino foi tomada de forma liminar

Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo de Tarso Sanseverino determinou na noite deste sábado, 8, que a campanha de Lula (PT) interrompa a veiculação de uma propaganda que associa o presidente Jair Bolsonaro (PL) ao canibalismo. A decisão atende o pedido do chefe do Executivo, que é candidato à reeleição. Apesar de ter caráter imediato, a medida foi tomada de forma liminar pelo juiz. Desta forma, ela precisará passar pelo plenário, sendo analisada por todos os ministros do Tribunal. “Na forma em que divulgadas as mencionadas falas do candidato Jair Messias Bolsonaro, retiradas de trecho de antiga entrevista jornalística, há alteração sensível do sentido original de sua mensagem, porquanto sugere-se, intencionalmente, a possibilidade de o candidato representante [Bolsonaro] admitir, em qualquer contexto, a possibilidade de consumir carne humana e não nas circunstâncias individuais narradas no mencionado colóquio, o que acarreta potencial prejuízo à sua imagem e à integridade do processo eleitoral que ainda se encontra em curso”, considerou Sanseverino. “A reportagem se refere a uma experiência específica dentro de uma comunidade indígena, vivida de acordo com os valores e moralidade vigentes nessa sociedade”, acrescentou em sua decisão.

A propaganda em questão traz uma antiga entrevista de Jair Bolsonaro, concedida ao “The New York Times”, em 2017. Na ocasião, o então deputado federal diz que “comeria um índio sem problema nenhum” e afirma que só não experimentou a carne indígena porque sua comitiva não aceitou participar do suposto ritual. “É pra comer. Cozinha por 2 ou 3 dias e come com banana. Eu queria ver o índio sendo cozinhado. Daí o cara: ‘se for, tem que comer’. Eu como! Ai a comitiva, ninguém quis ir. Eu comeria um índio sem problema nenhum”, fala o hoje presidente da República, ressaltando que o ritual fazia parte da cultura Yanomani. À Agência Pública, entretanto, o presidente do Condisi (Conselho do Distrito Sanitário Indígena) Yanomami, Junior Hekurari, negou que a prática do canibalismo faça parte da cultura local.

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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