STF dá 48 horas para CPMI do 8 de Janeiro explicar quebra de sigilo de Silvinei Vasques
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Ministro Barroso dá prazo para CPMI explicar pedido de quebra de sigilo de ex-diretor da PRF
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de 48 horas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro apresentar esclarecimentos sobre o pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A defesa de Vasques recorreu à Corte na sexta-feira (14) para contestar a medida. Barroso decidiu que o pedido da comissão será avaliado após as explicações, considerando a excepcionalidade da análise de medidas urgentes. O ex-diretor da PRF prestou depoimento perante o colegiado em 20 de junho. No requerimento ao STF, a defesa afirmou que Silvinei “não tem nada a esconder”, mas argumentou que o pedido de quebra de sigilo foi feito sem debate prévio sobre o assunto, caracterizando uma “verdadeira violação constitucional”.
Silvinei Vasques foi convidado a depor para esclarecer as ações da Polícia Rodoviária Federal no dia das eleições de 2022 e nos dias subsequentes. Segundo parlamentares governistas, a PRF, sob o comando de Vasques, realizou operações de trânsito nos estados do Nordeste com o objetivo de prejudicar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vez que as pesquisas indicavam uma vantagem do petista na região. “Também foi mencionado que a maior quantidade de recursos para a operação foi direcionada ao Nordeste. Isso seria natural, considerando que é lá que temos o maior efetivo. Porém, não é verdade. O Nordeste ficou em terceiro lugar na média nacional de repasses de recursos”, justificou o ex-diretor em seu depoimento. Ele também refutou a acusação de que os agentes foram omissos durante as manifestações dos caminhoneiros após a vitória de Lula. “A maioria dos nossos policiais era eleitora do presidente Lula. Não há como mobilizar 13 mil policiais sem uma conversa por WhatsApp, Telegram, sem um e-mail enviado. Nenhum deles participou ou ouviu algo do tipo.”
Fonte: JovemPanNews
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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