A guerra entre Israel e o grupo extremista islâmico Hamas pressiona as cotações internacionais do petróleo. Mas Petrobras e analistas dizem que ainda é cedo para avaliar o impacto sobre o mercado e suas consequências sobre os preços dos combustíveis no Brasil, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Para quem tem pressa:

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que “é mais um evento de volatilidade [sobre os preços]”. Ele acrescentou:

Vamos acompanhar, tentando mitigar a volatilidade para manter os preços mais ou menos estáveis.

Impactos da guerra em Israel no petróleo

Frentista abastecendo carro com etanol
(Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na segunda-feira (09), o preço do petróleo aumentou 4% em meio ao conflito desencadeado pelos ataques do grupo palestino Hamas a Israel. Essa variação representa o maior aumento nominal em seis meses, de acordo com a Dow Jones Newswire.

O aumento nos preços após os ataques acrescentou uma nova onda de volatilidade a um mercado que já vinha sofrendo oscilações consideráveis no último mês. A subida dos principais indicadores do mercado de petróleo na segunda sinaliza crescentes preocupações com a oferta restrita.

Embora o papel de Israel no fornecimento global de petróleo seja mínimo, o conflito em questão ameaça envolver tanto os EUA quanto o Irã.

Este último se tornou uma fonte significativa de petróleo adicional em 2023, aliviando as pressões do mercado. No entanto, um aumento nas sanções estadunidenses a Teerã, capital do Irã, poderia restringir essas exportações.

As hostilidades em curso reduzem as expectativas de que a Arábia Saudita reduza ou elimine suas restrições de produção de um milhão de barris por dia, afirmam os analistas do Citigroup Inc., Ed Morse e Eric Lee. Também aumenta o risco de um possível ataque de Israel ao Irã.

Apesar disso, analistas do Morgan Stanley acreditam que o impacto do conflito será limitado. No momento, não se espera repercussões em outros países, o que significa que haverá um impacto fraco e de longo prazo sobre os preços do petróleo bruto.