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Moro e Dallagnol Criticam Nomeação de Lewandowski como Ministro da Justiça

12/01/2024 às 14:43
3 min de leitura
O procurador Deltan Dallagnol (d), coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, durante o evento para debater os desafios do combate à corrupção, que contou também com as presenças do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso (centro) e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro

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O ex-juiz Sergio Moro e o ex-deputado Deltan Dallagnol expressam descontentamento com a escolha de Ricardo Lewandowski para o cargo de Ministro da Justiça.

Sergio Moro, ex-juiz, e Deltan Dallagnol, ex-deputado, criticaram a nomeação do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, como Ministro da Justiça no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro ironizou a nomeação, argumentando que aceitar um cargo ministerial não implica suspeição.

Moro fez referência às críticas que recebeu ao se tornar Ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, após suas decisões na Operação Lava Jato que resultaram na condenação de Lula e na sua ineligibilidade para concorrer nas eleições. No entanto, o STF posteriormente anulou essas decisões, considerando Moro parcial. Durante o julgamento que considerou Moro suspeito, Lewandowski afirmou que a parcialidade de todos os envolvidos na condenação de Lula era evidente. Segundo Lewandowski, Moro agiu com suspeição, parcialidade e abuso de poder, desrespeitando os princípios do juiz natural e do devido processo legal.

Por outro lado, Dallagnol acusou Lewandowski de favorecer Lula e o PT em suas decisões judiciais, permitindo que o ex-presidente escapasse de ações penais e condenações criminais. Dallagnol, que foi um dos procuradores responsáveis pelas acusações contra Lula na Lava Jato, teve sua candidatura a deputado federal cassada no ano passado. Ele atribuiu sua cassação a uma reação do “sistema corrupto” contra a atuação da força-tarefa da Lava Jato. De acordo com o ex-deputado, os principais atos de enfraquecimento da operação começaram a partir de 2019, com decisões do STF e do Congresso.

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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