Dorival explica decisões e lamenta falta de equílibro após expulsão: ‘Não tínhamos lucidez’
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Após a primeira decepção no comando da seleção brasileira, Dorival Júnior justificou as decisões na partida que culminou com a eliminação nos pênaltis para o Uruguai nas quartas de final da Copa América. O treinador lamentou a falta de tranquilidade durante a partida, em especial, após a expulsão de Nández.
“Foi um jogo de muitos duelos e trocação, poucos momentos de lucidez técnica das duas equipes. A partir do momento que ficamos com um jogador a mais nos complicamos, não tivemos lucidez para ir pelos lados do campo. Não aconteceu como queríamos”, avaliou o técnico.
Dorival não fugiu da responsabilidade sobre a eliminação, mas buscou exaltar também os pontos positivos durante a disputa da competição. Para o treinador, a cobrança é justa após a queda, mas não pode apagar o trabalho construído até aqui.
“É natural que depois de uma partida como essa, tudo o que poderia ter sido levado em conta, apaga-se. Tenho de ter consciência clara. É natural que muitas coisas aconteceram na competição, não fizemos jogos de um ótimo nível tecnicamente falando, mas também não descarto nenhuma das partidas, houve entrega, espírito de luta, a equipe nunca deixou de ir atrás do resultado, foi uma equipe valente sempre, tivemos coisas muito mais positivas que negativas neste processo”, comentou o treinador.
Em duelo de poucas oportunidades e raros momentos de criatividade, Dorival fez questão de valorizar o trabalho da seleção uruguaia e explicou as alternativas buscadas para tentar fugir da marcação adversária.
“A equipe adversária soube como marcar, abrimos, tivemos dois homens de finta pelos lados, tentamos com movimentações, infiltrações, troca de passes, em termo de criação não foi um grande dia. As duas zagas prevaleceram sobre os ataques”, disse Dorival.
“Acho que existe um padrão definido da seleção uruguaia, é claro, um trabalho mais longo. Teve problemas iniciais, corrigiu e hoje encontra excelentes resultados. Nós atingiremos tudo isso, com certeza. Mas é questão de tempo para que as correções sejam feitas. Tivemos problemas no início da competição, corrigimos, uma frente de área mais preenchida, poucas jogadas de infiltração na nossa linha de zagueiros, coisas boas que foram alcançadas. Ficamos com outras mais a desenvolver. É difícil ter um período como tivemos para acelerar os processos, talvez não tenhamos mais, mas demos um passo grande por uma melhora e crescimento”, completou.
O treinador também acabou questionado sobre não participar da reunião final dos jogadores antes da penalidades. Nas imagens mostradas na transmissão, Dorival aparece de fora da tradicional “rodinha” para as últimas palavras.
“Eu fiquei fora porque eu vinha falando com cada um deles aquilo que vinha na minha cabeça. Definidas as cinco posições iniciais, eu vinha falando a respeito daquilo que nós havíamos treinado. Aliás, treinamento que aconteceu desde o primeiro dia em Orlando. Nós vínhamos trabalhando penalidades porque sabíamos que provavelmente teríamos essa possibilidade nas definições de partidas”, explicou Dorival.
Por fim, Dorival avaliou a participação da seleção na Copa América e pediu paciência sobre o seu trabalho. Com apenas oito jogos, o treinador falou sobre a complexidade da reconstrução da seleção e prometeu agilidade na busca pela formação de uma equipe.
“Acho que é um trabalho moroso, paciencioso, tudo o que queremos é acelerar para voltar a ter essa equipe. Todo esse sentimento que estamos tendo, olhando, observando, será importante. Alinharmos tudo isso, sentarmos com a CBF, conversarmos sobre tudo o que se passou, tivemos coisas positivas ao longo deste período de treinos e jogos, não foram os resultados que gostaríamos, tenho de reconhecer, chamando a responsabilidade dos resultados para o treinador. Mas temos tudo para evoluir, crescer, melhorar muito além do que foi apresentado. Fizemos uma reformulação grande na equipe, temos que entender que para muitos é a primeira vez, eu estou com oito jogos, é um processo que teremos que passar. Temos consciência das dificuldades que encontraremos, porém conheço os caminhos para fazer com que tudo aconteça. Não tivemos nenhuma derrota, talvez não os resultados que buscávamos, mas muito a evoluir. A primeira coisa é buscar a classificação para a Copa, estamos em sexto, isso nos incomoda e nos faz brigar daqui a pouco por outra situação na tabela de classificações”, finalizou.
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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