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Chuva de 20 mm chega a várias regiões do Pantanal e ajuda a controlar incêndios florestais em MS

08/08/2024 às 11:06
3 min de leitura

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Fumaça densa reduziu visibilidade e impediu combate aéreo, além de atrapalhar tráfego na BR-262

As áreas afetadas por incêndios florestais no Pantanal de Mato Grosso do Sul começaram a sentir os efeitos positivos da chuva que caiu desde a madrugada desta quinta-feira (8). A redução das temperaturas e a umidade contribuíram para o controle e até a extinção das chamas em várias regiões. Em locais como Albuquerque, Miranda e Abobral, a chuva ajudou a controlar os focos de incêndio. No entanto, em áreas como a Fazenda Santa Clara, apesar da diminuição da temperatura, os ventos continuam sendo um risco devido à presença de fogo.

Na Fazenda Cáceres, o fogo também foi controlado com a queda da temperatura. Situação similar foi observada na região de Nabileque, onde a garoa contribuiu para o controle das chamas. A Fazenda Tupanceretã, que sofreu um grande incêndio há duas semanas devido a um caminhão em chamas, também viu uma queda nas temperaturas e sinais de chuva, o que ajudou a controlar o fogo. No entanto, as operações continuam na região do Porto da Manga com o Corpo de Bombeiros ainda atuando no local.

A coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Valesca Fernandes, destacou a importância das chuvas na região. Em Corumbá, por exemplo, a temperatura caiu de 37,3°C na quarta-feira (7) para 16°C na manhã desta quinta-feira, e já foram registrados 20 mm de chuva acumulada, o que representa um alívio após quase quatro meses de seca.

Esforços de Combate Continuam

Apesar da ajuda da chuva, os ventos fortes, acima de 50 km/h, continuam a dificultar o combate ao fogo, especialmente para as equipes aéreas. As operações de combate na quarta-feira (7) foram amplas, com foco na região do Salobra, entre Miranda e Corumbá. O tráfego na BR-262 foi interrompido devido à densidade da fumaça e à fuligem, e equipes de bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Paraná, que participam da Operação Pantanal 2024, trabalharam arduamente para conter as chamas.

A diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, tenente-coronel Tatiane Inoue, ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de atenção redobrada, tanto no solo quanto no ar. As condições climáticas severas e a densa fumaça tornaram o combate aéreo quase impossível, exigindo que as operações fossem conduzidas principalmente por equipes terrestres.

Investimento e Cooperação

O combate aos incêndios florestais no Pantanal já dura 129 dias e envolve uma grande força-tarefa composta por diversas agências, incluindo a Força Nacional, Corpo de Bombeiros de vários estados, Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, PrevFogo/Ibama e ICMBio. O governo do Mato Grosso do Sul investiu mais de R$ 50 milhões na estrutura de combate ao fogo, enquanto o Governo Federal recentemente liberou R$ 137 milhões para apoiar essas operações.

A presença contínua das equipes no Pantanal é essencial para controlar a situação e minimizar os danos ao bioma, preservando a fauna e flora da região.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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