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Inclusão: Funtrab inova para acompanhar tendências do mercado de trabalho

09/09/2024 às 06:03
3 min de leitura

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Dois setores da economia estão no radar da Fundação do Trabalho em Mato Grosso do Sul: bioenergia e agroflorestal. As empresas com empreendimentos no Estado precisam de pessoas qualificadas e especializadas. Estima-se que a operação florestal, concentrada no leste do Estado, vai demandar até 2032 milhares de pessoas. Será necessária, inclusive, a criação de novos cursos em universidades e escolas para atender a demanda.

Para o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, o Governo do Estado inovou na gestão do governador Eduardo Riedel quando incluiu a Secretaria Executiva de Qualficação e Emprego, e também a Funtrab, dentro da estrutura organizacional.

“Isso tem uma lógica no sentido de alinharmos exatamente a expansão e o desenvolvimento econômica do Estado com a questão da qualificação profissional. E a partir daí, desenvolvemos o plano estadual de qualificação profissional, no qual ficou estabelecido um conjunto de diretrizes e olhando uma lógica dentro da prosperidade, inserção social e reconversão profissional”, explica o secretário.

Jaime também cita o impacto da forte expansão do setor florestal e bioenergético, que exigiu programas específicos, criando uma rede de excelência no Sistema S. “A qualificação é uma linha estratégica de inclusão social e prosperidade”, completa.

É justamente neste nicho que se concentra hoje o esforço da Funtrab. “O maior programa de inclusão social é o trabalho”, diz a diretora-presidente, Marina Hojaij Carvalho Dobashi, que recentemente assumiu o cargo com a responsabilidade de transformar o órgão numa agência inovadora, acompanhando as tendências do mercado de trabalho e atendendo as expectativas dos investimentos privados que chegam ao Estado.

Em contrapartida ao ambiente de trabalho de qualidade e demais benefícios sociais oferecidos pelas empresas, a maior exigência, segundo a diretora, não é a experiência profissional, mas, sim, o equilíbrio emocional. 

Oportunidade

Jaílson Rodrigo Monteiro está entre as pessoas que encontraram uma nova chance de mudar de vida. Desempregado há muito tempo e na informalidade, numa certa ocasião passando pela área central de Campo Grande resolveu entrar na sede da Funtrab. Percebeu que não estava com todos os documentos em mãos, mas bastou o número do seu CPF para garantir uma entrevista de emprego.

Desde o início do ano trabalha em Sidrolândia para uma empresa que presta serviços na construção da nova usina de etanol de milho, da Inpasa. “Graças a Deus deu tudo certo, no mesmo dia a empresa me ligou, e já estou trabalhando há seis meses. Eu vou e volto para casa em Campo Grande. A empresa paga o transporte, e estou gostando muito”, garante.

Mato Grosso do Sul possui uma das menores taxas de desocupação do País e ocupa o sexto maior índice de formalidade (67,3%), acima da média nacional que é de 61,2%. A frase “Sem deixar ninguém para trás” está inserida num dos quatro pilares (inclusivo) do Governo de Mato Grosso do Sul e permeia todas as pastas do executivo estadual, de forma transversal. 

Inovar, reinventar e qualificar

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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