Investigado, juiz comprou apartamento de luxo, avião e fazenda de R$ 30 milhões, diz PF
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Magistrado é acusado de envolvimento em transações suspeitas e movimentações financeiras fraudulentas, incluindo saques elevados e compras abaixo do valor de mercado
O juiz Paulo Afonso de Oliveira, alvo da Operação Ultima Ratio, foi investigado pela Polícia Federal por envolvimento em transações financeiras suspeitas, incluindo a compra de bens de luxo, como um apartamento, avião e uma fazenda avaliada em até R$ 30 milhões. Ele teria sacado grandes quantias em dinheiro e declarado valores muito abaixo dos efetivamente pagos à Receita Federal.
A investigação revelou que Oliveira era amigo do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, condenado por corrupção, e que ele teria autorizado a advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva a sacar R$ 5,5 milhões de um aposentado, utilizando documentos falsificados. O golpe, que envolveu falsificação de documentos e a criação de um fazendeiro fictício, foi realizado com o apoio do magistrado, que dificultou o processo para o aposentado.
O relatório da PF também revelou que o juiz fez transações bancárias suspeitas, com saques de até R$ 200 mil e compras de bens como um avião Cessna e uma fazenda, com valores declarados muito abaixo dos reais. A PF investiga possíveis crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, considerando a disparidade entre os valores pagos e os declarados.
Oliveira também teria feito diversos pagamentos em espécie que não puderam ser relacionados a fontes de renda legítimas, incluindo transações com um funcionário de suas propriedades rurais. Além disso, o juiz recebeu valores de empresas suspeitas, como o Frizello Frigorífico, que repassou R$ 703 mil entre 2017 e 2018.
A Operação Ultima Ratio, deflagrada no final de outubro, investiga a venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com a PF afastando desembargadores envolvidos em esquemas de corrupção. O juiz Paulo Afonso de Oliveira não foi afastado de sua função, mas é investigado e foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STJ.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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