Grupo terrorista Hamas adia a próxima troca de prisioneiros com Israel ‘até novo aviso’
Anuncie Aqui
Grupo acusa Israel de não cumprir acordos em meio a frágil trégua de seis semanas
O grupo Hamas anunciou, nesta segunda-feira (7), o adiamento por tempo indeterminado da próxima troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, sob um frágil acordo de trégua com Israel. O Hamas, considerado uma organização terrorista por países como Estados Unidos, Israel e União Europeia, acusou o governo israelense de descumprir compromissos estabelecidos anteriormente.
A troca, que estava prevista para o próximo sábado (15), envolveria a libertação de três reféns israelenses em troca de centenas de prisioneiros palestinos. Em comunicado, Abu Ubaida, porta-voz das Brigadas al-Qassam — braço armado do Hamas — afirmou:
“A libertação dos prisioneiros (reféns israelenses), que estava programada para o próximo sábado, será adiada até novo aviso, dependendo do cumprimento do que foi acordado pela ocupação e dos compromissos retroativos das últimas semanas. Reafirmamos o nosso comprometimento com os termos do acordo, desde que a ocupação os cumpra.”
Trocas anteriores e impasse
Desde o início do cessar-fogo, que já dura seis semanas, Israel e o Hamas realizaram cinco rodadas de trocas, com a libertação de 21 reféns israelenses e mais de 730 prisioneiros palestinos. O cessar-fogo foi estabelecido para permitir negociações humanitárias após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando dezenas de pessoas foram sequestradas.
O impasse atual gera preocupações sobre a continuidade da trégua e o futuro das negociações. O governo israelense ainda não se pronunciou oficialmente sobre o adiamento anunciado pelo Hamas.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários