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INTERNACIONAL

‘Israel nos sequestrou em águas internacionais’, diz Greta Thunberg ao chegar à França

10/06/2025 às 10:27
3 min de leitura
A ativista sueca Greta Thunberg conversa com jornalistas ao chegar ao Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, ao deixar Israel em um voo para a Suécia, via França, após ter sido detida juntamente com outros ativistas a bordo de um barco de ajuda humanitária com destino a Gaza, em 10 de junho de 2025. Thunberg partiu de Israel em um voo de Tel Aviv para a Suécia (via França). Das 12 pessoas a bordo do Madleen, que transportava alimentos e suprimentos para Gaza, cinco ativistas franceses foram presos após se recusarem a deixar Israel voluntariamente. (Foto de Hugo MATHY / AFP)

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Israel “sequestrou” os ativistas pró-palestinos do veleiro Madleen “em águas internacionais”, acusou Greta Thunberg nesta terça-feira (10), ao chegar a um aeroporto de Paris após ser expulsa pelas autoridades israelenses. A embarcação foi interceptada na segunda-feira quando tentava chegar à Faixa de Gaza com ajuda humanitária e 12 ativistas pró-palestinos a bordo, incluindo Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila. A Marinha israelense os escoltou para o porto de Ashdod. “Fomos sequestrados em águas internacionais e levados contra a nossa vontade para Israel”, disse a ativista sueca no aeroporto Charles de Gaulle. “Não violamos nenhuma lei. Não fizemos nada de errado”, acrescentou.

Os ativistas que viajavam na embarcação eram da França, Alemanha, Brasil, Turquia, Suécia, Espanha e Países Baixos. Thunberg fazia parte daqueles que assinaram os papéis que permitiram sua expulsão de Israel. Quatro dos seis franceses presentes no veleiro rejeitaram fazê-lo, entre eles a eurodeputada Rima Hassan, segundo a diplomacia francesa. Agora aguardam procedimentos judiciais, afirmou a Chancelaria israelense. “Estou muito preocupada com eles”, disse a ativista, que pediu sua “libertação imediata”, além da chegada “de ajuda humanitária em Gaza, um cessar-fogo e, sobretudo, o fim da ocupação” israelense.

O barco foi fretado pela Coalizão Flotilha da Liberdade, um movimento internacional não violento de solidariedade aos palestinos, criado em 2010 e que combina ajuda humanitária e protesto político contra o bloqueio de Gaza. “Não vamos parar. Continuaremos fazendo tudo o que pudermos, porque essa é a promessa que fizemos aos palestinos”, acrescentou Thunberg. Segundo uma fonte do aeroporto, ela deve embarcar em outro avião à noite para a Suécia. O governo israelense acusou “Greta Thunberg e os outros [de terem] tentado encenar uma provocação midiática com a única intenção de gerar publicidade”. Israel enfrenta forte pressão internacional para pôr fim à guerra em Gaza, onde a população é bombardeada diariamente e está à beira da fome devido às restrições impostas, segundo a ONU.

*Com informações AFP 

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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