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INTERNACIONAL

Khamenei denuncia que EUA querem Irã ‘obediente’ e que aceite exigências americanas

24/08/2025 às 08:27
3 min de leitura
Ali Khamenei

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O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, denunciou neste domingo (24) que os Estados Unidos querem um Irã “obediente” que aceite suas exigências, ao que assegurou que seu país se oporá, e descartou que negociações diretas com Washington resolvam as tensões. “Este senhor que está governando os Estados Unidos hoje (Donald Trump) revelou seu verdadeiro objetivo: ele disse que o confronto com o Irã é porque quer que ele obedeça aos Estados Unidos”, disse Khamenei em uma cerimônia em Teerã pelo aniversário do martírio do oitavo imã xiita, Imam Reza, de acordo com a agência de notícias oficial “IRNA”.

A maior autoridade política e religiosa do Irã enfatizou que o país islâmico, “com sua história, dignidade e grandeza, jamais será subjugado”, e advertiu que a nação enfrentará “com toda a sua força” aqueles que tentarem impor tal condição.

Khamenei rejeitou os apelos dentro do país para que sejam realizadas negociações diretas com Washington a fim de chegar a um acordo sobre o programa nuclear do Irã e aliviar as tensões. “Aqueles que nos dizem por que não negociam diretamente com os EUA e não resolvem os problemas só enxergam as aparências. À luz do objetivo real da hostilidade dos EUA contra o Irã, essas questões são insolúveis”, analisou.

O líder iraniano comentou que Israel e os EUA perceberam, após “a resistência e a poderosa unidade do povo, dos líderes e das forças armadas” na guerra de 12 dias em junho, que não é possível “dobrar a nação iraniana com a guerra ou forçá-la a obedecer”. Pelo mesmo motivo, Khamenei disse que os EUA agora estão tentando atingir seu objetivo “criando divisões dentro do país”, razão pela qual insistiu na necessidade de manter a coesão interna.

Essas observações foram feitas depois que a Frente de Reformas – uma coalizão de partidos reformistas – e várias figuras próximas pediram, nos últimos dias, mudanças estruturais no país, especialmente na política externa, e a aceitação da exigência do Ocidente de suspender o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções que sufocam a economia do país islâmico.

Irã e EUA realizaram cinco rodadas de negociações nucleares indiretas antes da guerra em junho, que foram interrompidas, pois Teerã insiste em seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Em resposta, Washington interveio na guerra Irã-Israel bombardeando três instalações nucleares no país, o que a fepública islâmica descreveu como uma traição à diplomacia.

*Com informações da EFE

Publicado por Nátaly Tenório

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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