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INTERNACIONAL

Autoridades apoiadas pelo Exército do Sudão examinam proposta de trégua dos EUA

04/11/2025 às 08:38
3 min de leitura
Moradores locais participam de uma manifestação em Omdurman, em 31 de outubro de 2025, para protestar contra as supostas "atrocidades" cometidas pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) em El-Fasher, no oeste do Sudão. As Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar do Sudão, afirmaram ter prendido vários de seus combatentes acusados ​​de cometer abusos durante a tomada da cidade de El-Fasher, incluindo um homem identificado pela AFP em diversos vídeos de execuções. As RSF, em guerra com o exército desde abril de 2023, tomaram El-Fasher — o último reduto do exército no oeste de Darfur — em 26 de outubro, após um cerco de 18 meses.

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O conselho de defesa apoiado pelo Exército do Sudão se reunirá nesta terça-feira (4) para examinar uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, informou uma fonte governamental à AFP, uma semana após a tomada da cidade de El Fasher pelos paramilitares. As Forças de Apoio Rápido (FAR), um grupo paramilitar, estão em guerra com o Exército desde abril de 2023. No dia 26 de outubro, as FAR capturaram este último reduto das Forças Armadas oficiais na região de Darfur e parecem estar preparando um ataque à província central de Kordofan.

“O Conselho de Segurança e Defesa celebrará hoje uma reunião para debater a proposta de trégua dos Estados Unidos”, afirmou a fonte, que pediu anonimato. O grupo ‘Quad’, formado por Estados Unidos, Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, negocia há meses para alcançar uma trégua no conflito do Sudão, que já dura mais de 30 meses. Em setembro, as quatro potências apresentaram a proposta de uma trégua humanitária de três meses, seguida por um cessar-fogo permanente e uma transição de nove meses para um regime civil, insinuando a exclusão tanto do Exército quanto das FAR do processo.

O governo sudanês, alinhado com o Exército, rejeitou o plano na ocasião. Após o ataque das FAR contra El Fasher, muitas pessoas relataram assassinatos em massa, violência sexual, ataques a trabalhadores humanitários, saques e sequestros durante a ofensiva. Na segunda-feira, o Tribunal Penal Internacional (TPI) expressou “preocupação sincera” com os relatos e alertou que os “atos, se confirmados, podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira o fim do “pesadelo de violência” no Sudão, ao alertar que a crise no país africano está se agravando rapidamente. Guterres pediu às partes beligerantes que “sentem agora mesmo à mesa de negociações e acabem com este pesadelo de violência” e advertiu que “a terrível crise no Sudão (…) está saindo do controle”.

*Com informações da AFP 

 

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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