Moraes nega que Bolsonaro realize exames no hospital após bater a cabeça

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O ministro baseou a decisão em um laudo da Polícia Federal que constatou apenas ferimentos leves. Por outro lado, a família do ex-presidente critica a medida e alega riscos à saúde.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira (06/01/2026) o pedido para que Jair Bolsonaro realizasse exames fora da superintendência da Polícia Federal. A defesa solicitou a saída após o ex-presidente cair da cama e bater a cabeça durante a madrugada. No entanto, Moraes justificou que a própria Polícia Federal não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar. Atualmente, Bolsonaro permanece preso na sede da PF por acusação de tentativa de golpe de Estado.

Avaliação Médica e Decisão Judicial

A equipe médica da Polícia Federal atendeu Jair Bolsonaro logo pela manhã. Segundo a nota oficial da instituição:

  • Atendimento: O médico de plantão examinou o ex-presidente após o relato da queda.

  • Constatação: Os profissionais identificaram apenas ferimentos leves e não recomendaram hospitalização.

  • Indicação: A equipe indicou apenas que o custodiado permanecesse sob observação.

Dessa forma, Moraes afirmou que não há urgência para a remoção. Todavia, ele destacou que a defesa pode realizar exames futuros. Para isso, os advogados devem fazer um agendamento prévio e comprovar a necessidade específica dos procedimentos.

Contestação da Família e Reações nas Redes Sociais

Apesar da decisão judicial, a família de Bolsonaro demonstrou preocupação e indignação com o ocorrido.

  • Relato de Michelle: A ex-primeira-dama afirmou que o marido não lembra quanto tempo ficou desacordado. Ela relatou também que esperou por uma hora até conseguir vê-lo no hospital DF Star, em Brasília, mas a liberação não aconteceu.

  • Críticas de Carlos: No X (antigo Twitter), Carlos Bolsonaro questionou a demora na publicação da decisão e criticou Moraes severamente. Ele argumentou que o pai deveria ter ido ao hospital imediatamente e chegou a declarar que “querem matar” Jair Bolsonaro.

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