A população da Colômbia foi às ruas na tarde desta quarta-feira (7) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar intervir no país. Sob o lema “livre e soberana”, os manifestantes fizeram atos em Bogotá, Barranquilla, Bucaramanga, Cali, Cartagena, Ibagué, Medellín, Popayán, Riohacha, Santa Marta e Villavicencio.
No domingo (4), Trump disse, em entrevista a bordo do Air Force One, que lhe soava “bem” uma operação na Colômbia semelhante à feita na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O republicano também acusou, sem provas, o presidente colombiano, Gustavo Petro, de traficar drogas aos Estados Unidos e afirmou que ele “não fará isso por muito mais tempo”. O líder norte-americano ainda declarou que o país é “um vizinho doente” que “gosta de vender cocaína” aos EUA.
Por meio de publicação feita em seu perfil no X (ex-Twitter), Petro reagiu à ameaça de Trump. O presidente colombiano afirmou que o seu nome “não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico”. Ele também criticou a ação militar na Venezuela e acusou os Estados Unidos de sequestrar Maduro. Desde segunda-feira (5), o líder da Colômbia passou a convocar a população para as manifestações em “defesa da soberania nacional” marcadas para esta quarta.
A relação entre Petro e Trump é conturbada desde o momento que o republicano assumiu o comando da Casa Branca pela segunda vez, em 2025. A crise entre os líderes começou quando o presidente da Colômbia impediu a chegada de voos oriundos dos Estados Unidos com imigrantes deportados. Em resposta, Washington anunciou que iria sancionar o país. A tensão aumentou com o avanço militar dos EUA no Caribe. Em setembro de 2025, bombardeios norte-americanos atingiram uma embarcação colombiana e um pescador morreu.
Fonte: Jovem Pan News




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