A líder conservadora anunciou a dissolução do Parlamento nesta segunda-feira; o pleito decidirá o futuro da gestão de Takaichi, que desfruta de 62% de aprovação popular.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira (19/01/2026) a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento a partir da próxima sexta-feira (23/01). A medida oficializa a convocação de eleições gerais antecipadas para o dia 8 de fevereiro.
Estratégia Política e Liderança
Takaichi, a primeira mulher a chefiar o governo japonês, assumiu o cargo em outubro de 2025 após a renúncia de Shigeru Ishiba. Em coletiva de imprensa, ela detalhou suas motivações:
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Voto de Confiança: A premiê afirmou que deseja que o povo decida se pode confiar a gestão do país à sua liderança.
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Aproveitamento de Popularidade: Atualmente, o governo desfruta de 62% de aprovação, segundo a emissora NHK.
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Coalizão: O parceiro de governo, o Partido da Inovação do Japão (Ishin), confirmou o cronograma de dissolução da Câmara.
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Prioridades: Caso vença nas urnas, Takaichi pretende implementar metas ambiciosas de seu acordo de coalizão ao longo de 2026.
Desafios e Oposição
Apesar da alta aprovação pessoal, o cenário legislativo para o Partido Liberal Democrata (PLD) é delicado:
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Maioria Estreita: O governo detém a maioria na Câmara Baixa por apenas um assento e está em minoria na Câmara Alta.
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Críticas Econômicas: A oposição critica a antecipação do pleito, alegando que a medida pode atrasar a aprovação do orçamento de 2026 em meio à inflação e estagnação salarial.
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Nova Força de Centro: O Partido Democrático Constitucional (PDC) e o Komeito (antigo aliado do PLD) concordaram em criar um novo partido de centro para enfrentar Takaichi em fevereiro.




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