O senador Renan Calheiros (MDB-AL) assinou nesta terça-feira (20) o requerimento para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa Alta do Congresso para apurar supostos crimes e fraudes envolvendo o Banco Master. Com a adesão do parlamentar, a proposta soma 43 assinaturas e aumenta a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Para abertura da CPI, é exigido, por lei, apoio de um terço do Senado. Ou seja, adesão de 27 senadores.
À Jovem Pan, o autor da proposta, senador Eduardo Girão (Novo-CE), destacou que reuniu assinaturas de mais da metade dos parlamentares. “É a maioria dos senadores que querem a abertura da CPI, o Davi Alcolumbre não tem mais desculpas para não abrir”, disse.
Para a abertura da comissão, além do número necessário de assinaturas, o presidente do Senado precisa ler o requerimento de instalação e designar um parlamentar para chefiar os trabalhos. A primeira sessão deliberativa do ano está prevista para 2 de fevereiro, momento em que Alcolumbre pode ler a proposta de Girão.
Além do Senado, na Câmara dos Deputados, há movimentação para instalar colegiados para investigar as denúncias relacionadas ao Banco Master. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) pleita a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) — que já recebeu o número necessário de assinaturas —, enquanto as parlamentares Heloísa Helena (Psol-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS) estão em busca de apoios a proposta formulada por elas. O congressista Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também apresentou iniciativa para criação de uma CPI na Casa Baixa.
Fonte: Jovem Pan News




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