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POLÍTICA

Julgamento sobre extradição de Carla Zambelli é adiado mais uma vez

20/01/2026 às 18:29
3 min de leitura
STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

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A ex-deputada, Carla Zambelli, presa preventivamente na Itália desde julho de 2025, teve novamente o julgamento de extradição adiado. Na audiência realizada nesta terça-feira (20), a Corte de Apelação de Roma informou que não conseguiu tempo suficiente para analisar as informações enviadas pelo governo brasileiro em relação à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia, lugar onde ela ficará detida em caso de retorno ao Brasil. Uma nova audiência deve acontecer na primeira quinzena de fevereiro.

O julgamento já havia sido adiado em 18 de dezembro, quando os advogados de defesa da ex-deputada pediram mais tempo para análise de documentos vindos do STF. Uma nova audiência deve acontecer na primeira quinzena de fevereiro.

No final de 2025, o Ministério Público da Itália se manifestou favorável a extradição de Carla Zambelli. Contudo, na audiência realizada nesta terça-feira (20), a Corte de Apelação de Roma informou que não conseguiu tempo suficiente para analisar as informações enviadas pelo governo brasileiro em relação à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia, lugar onde ela ficará detida em caso de retorno ao Brasil.

Relembre o ocorrido

A parlamentar foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão do sistema do CNJ. Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025 pela fronteira com a Argentina, evitando o controle migratório. De Buenos Aires, viajou para a Flórida e, no início de junho, seguiu para a Itália, onde supostamente acreditava estar protegida por sua cidadania italiana. Contudo, no mesmo dia de sua chegada ao país europeu, seu nome foi incluído na lista de difusão da Interpol. Na mesma época, o STF solicitou sua extradição imediata, mas ainda aguarda a resposta da Justiça italiana.

Em uma primeira condenação, a ex-deputada foi considerada culpada por mandar invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em atuação com o hacker Walter Delgatti. Na segunda vez, ela foi condenada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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