Conforme o plano de Donald Trump, passagem funcionará apenas para pedestres sob inspeção israelense; buscas pelo corpo do último refém continuam no norte de Gaza.
O governo de Israel anunciou nesta segunda-feira (26/01/2026) a reabertura parcial da passagem de fronteira de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito. A decisão ocorre após negociações em Jerusalém com os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e marca um avanço no acordo de cessar-fogo vigente desde outubro.
Os Termos da Reabertura
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu detalhou as condições da operação sob as diretrizes do plano de 20 pontos da administração Trump:
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Restrição de Tráfego: A passagem está autorizada apenas para o trânsito de pedestres.
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Segurança: Todas as pessoas estarão sujeitas a um mecanismo completo de inspeção por autoridades israelenses.
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Contexto Humanitário: Rafah é o ponto vital para a entrada de ajuda, e sua reabertura era uma exigência constante da ONU e de organizações internacionais.
O Impasse do Último Refém
A reabertura estava travada pela exigência israelense de repatriação do corpo de Ran Gvili, policial de 24 anos da unidade de elite Yasam, morto e capturado em 7 de outubro de 2023.
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Pressão Diplomática: Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados de Trump, instaram Netanyahu a não esperar pela devolução dos restos mortais para reabrir a fronteira.
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Buscas em Cemitério: Paralelamente ao anúncio, forças israelenses, incluindo rabinos e peritos odontológicos, realizam buscas em um cemitério no norte de Gaza. O Hamas afirmou ter fornecido informações sobre a possível localização do corpo.
A Segunda Fase do Cessar-Fogo
A medida é um passo preparatório para a etapa seguinte do acordo, que prevê:
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Desarmamento do Hamas.
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Retirada gradual do Exército Israelense (que controla cerca de metade do território).
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Mobilização de uma força internacional para a gestão da segurança.
Incidentes em Jerusalém Oriental
Apesar do avanço em Rafah, a tensão permanece alta em outras frentes. A UNRWA denunciou que sua sede em Jerusalém Oriental foi incendiada após ter sido parcialmente demolida pelas autoridades israelenses na semana passada. Israel acusa a agência da ONU de colaboração com o Hamas e proibiu suas operações no país há um ano.
Balanço das Vítimas
O conflito iniciado em 2023 acumula números trágicos:
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Em Gaza: Pelo menos 71.657 mortos, segundo o Ministério da Saúde local.
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Em Israel: 1.221 mortos, a maioria no ataque inicial do Hamas.




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