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IPTU 2026: MPMS aponta ilegalidades e defende suspensão de cobranças em Campo Grande

02/02/2026 às 09:23
3 min de leitura

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) emitiu um parecer contundente nesta segunda-feira (02/02/2026) apontando uma série de ilegalidades no lançamento do IPTU 2026 em Campo Grande. A 67ª Promotoria de Justiça manifestou-se a favor de liminares para suspender a cobrança atual em três frentes jurídicas: uma Ação Civil Pública, um Mandado de Segurança da OAB/MS e uma Ação Popular.

As Ilegalidades Apontadas

Segundo o órgão ministerial, a Prefeitura utilizou manobras administrativas que ferem princípios constitucionais tributários:

  • Falta de Transparência: Uso do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) sem publicação formal para reclassificar imóveis em massa.

  • Corte de Benefícios: Redução indevida de descontos históricos e supressão do benefício para pagamento parcelado sem respeitar o prazo de 90 dias (noventena).

  • Efeito Confiscatório: O MPMS destacou reajustes desproporcionais que variaram de 160% a mais de 300%, o que compromete a capacidade financeira das famílias.

  • Insegurança Jurídica: Ausência de motivação técnica clara e de diálogo com a sociedade antes da implementação das mudanças.

O Outro Lado: O Déficit da Taxa de Lixo

Enquanto o IPTU é questionado na Justiça, a Prefeitura e a Câmara Municipal discutem a manutenção da Taxa de Lixo, que também compõe o carnê. O secretário de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, apresentou dados que mostram um rombo crescente no setor:

Ano Despesa (Coleta/Tratamento) Arrecadação Real
2023 R$ 119 milhões R$ 35 milhões
2024 R$ 123,5 milhões R$ 41 milhões
2025 R$ 137 milhões R$ 41,8 milhões

A Prefeitura sustenta que a correção da taxa é vital para o equilíbrio das contas e para a manutenção dos serviços de limpeza urbana e zeladoria.

Próximos Passos

Com o parecer favorável do MPMS, a decisão agora cabe aos juízes das varas de Fazenda Pública da Capital. Caso as liminares sejam concedidas, o município poderá ser obrigado a suspender a cobrança ou emitir novos carnês com base nos critérios de 2025, corrigidos apenas pela inflação.

A Câmara Municipal deve retomar os trabalhos legislativos com foco total na revisão da planta genérica de valores e na Lei do Silêncio, temas que também geram pressão popular.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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