Passagem de Rafah reabre de forma limitada e permite entrada de 12 pessoas no Egito

A reabertura, com severas restrições impostas por Israel, priorizou feridos e seus acompanhantes, conforme informou uma fonte à AFP.

Ambulâncias aguardam em fila no lado egípcio da passagem de fronteira de Rafah com a Faixa de Gaza palestina, no nordeste do Egito, no primeiro dia da evacuação de cerca de 50 palestinos, na passagem de Rafah, em 2 de fevereiro de 2026. A principal passagem de fronteira de Rafah, em Gaza, foi reaberta aos palestinos em 2 de fevereiro de 2026, disse um oficial de segurança israelense, mas a mídia estatal egípcia afirmou que apenas 50 pessoas seriam autorizadas a cruzar em cada direção nos primeiros dias. A retomada das operações ocorre depois que as forças israelenses assumiram o controle da porta de entrada para o Egito em maio de 2024, durante a guerra com o Hamas.

Rafah, o ponto de passagem entre a Faixa de Gaza e o Egito, teve uma reabertura limitada na segunda-feira, dia 2 de outubro. Segundo uma fonte que trabalha na fronteira e reportou à AFP nesta terça-feira, dia 3 de outubro, apenas 12 pessoas cruzaram para o Egito no primeiro dia. Destas, 5 eram feridos e 7 acompanhantes. As autoridades egípcias estabeleceram um limite de 50 pacientes de Gaza por dia, permitindo que cada um seja acompanhado por até duas pessoas. Um funcionário do Ministério da Saúde do Egito confirmou à AFP o transporte de pacientes palestinos em três ambulâncias, sendo encaminhados para exames e posterior transferência para hospitais. Para atender a demanda, o Egito mobilizou 150 hospitais, 300 ambulâncias, 12.000 médicos e 30 equipes de emergência, conforme noticiado pela AlQahera News, veículo estatal próximo aos serviços de inteligência egípcios. De acordo com Mohammed Abu Salmiya, diretor do principal hospital de Gaza, Al Shifa, aproximadamente 20.000 pacientes, incluindo 4.500 crianças, necessitam urgentemente de atendimento médico. A passagem de Rafah estava fechada desde maio de 2024 pelo Exército israelense e a reabertura ocorreu de forma restrita, sem a permissão de entrada de ajuda humanitária internacional. Fonte: Jovem Pan News

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