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POLÍTICA

Mendonça assume relatoria de investigação sobre o Banco Master no STF

Ministro demonstra serenidade e aguarda reunião com a PF para analisar pedidos de acesso aos materiais do caso.

14/02/2026 às 11:57
3 min de leitura
André Mendonça
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator das investigações sobre o Banco Master. A informação foi recebida com serenidade pelo magistrado, segundo fontes próximas.

Espera-se que Mendonça adote uma postura discreta, similar à que tem mantido nas investigações sobre supostas fraudes no INSS. O ministro aguarda a conclusão da reunião desta sexta-feira (13) com a Polícia Federal (PF) para analisar pedidos de acesso a materiais do Caso Master, apresentados por parlamentares.

Reunião com a Polícia Federal

André Mendonça participará da reunião com a PF por videoconferência, pois está em São Paulo. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, também estará presente no encontro.

Anteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma reunião com os ministros para discutir o relatório da PF que citava uma perícia feita no celular de Vorcaro. O documento continha menções ao ministro Toffoli e pedia sua suspeição no caso.

Toffoli inicialmente resistiu em deixar a relatoria, mas acabou cedendo após se sentir isolado. A Corte avaliou que sua atuação no processo causou um desgaste desnecessário ao Supremo.

Após a reunião, os ministros do STF emitiram uma nota declarando que as acusações não justificavam a arguição de suspeição e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria.

Entenda o Caso Banco Master

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários em novembro de 2025, após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez. Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve seu encerramento forçado.

As investigações apontam que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar essa prática, a instituição financeira assumiu riscos excessivos e estruturou operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro e envolvem tensões entre o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a PF.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank em 17 de janeiro. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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