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Lula defende regulação de Big Techs como ‘tarefa urgente’ em cúpula na Índia

Presidente brasileiro enfatiza a necessidade de governança multilateral da IA para proteger direitos e reduzir desigualdades.

19/02/2026 às 08:20
3 min de leitura
Presidente Lula (PT) durante a Sessão plenária com almoço de trabalho, no Centro de Convenções Bharat Mandapa, em Nova Délhi, na Índia

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O presidente Lula (PT) defendeu a regulação das Big Techs como uma “tarefa urgente” durante seu discurso na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, realizada nesta quinta-feira (19) em Nova Délhi, na Índia. Segundo ele, a governança da IA deve ser tratada de forma multilateral, priorizando a proteção de direitos e a redução das desigualdades.

Lula afirmou que a regulamentação das Big Techs é fundamental para “salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países”. Ele criticou o modelo de negócios atual, baseado na exploração de dados pessoais e na monetização de conteúdos que amplificam a radicalização política.

“O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo”, concluiu o presidente.

Debate Global e Ações no Brasil

O presidente Lula ressaltou que o debate sobre a governança da IA ocorre em um momento crucial, com a Quarta Revolução Industrial avançando rapidamente e o multilateralismo enfrentando desafios. Ele destacou que o Congresso brasileiro está discutindo um marco regulatório para a Inteligência Artificial e uma política de atração de investimentos em centros de dados. Lula também mencionou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado no ano passado, com o objetivo de melhorar serviços públicos e estimular a geração de emprego e renda.

Lula informou que o Brasil tem defendido o tema em diversos fóruns internacionais, incluindo a Cúpula do Brics e o diálogo com a China e com a Parceria Global em Inteligência Artificial.

Potenciais e Riscos da IA

O presidente Lula reconheceu o potencial da Inteligência Artificial para impulsionar a produtividade industrial, aprimorar serviços públicos e promover avanços na medicina e na segurança alimentar e energética. No entanto, ele alertou para os riscos associados à tecnologia, como o uso de armas autônomas e a disseminação de discursos de ódio, desinformação e violência.

“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, alertou Lula. Ele também ressaltou que os algoritmos são parte de uma complexa estrutura de poder.

Lula finalizou seu discurso citando dados da União Internacional de Telecomunicações, que apontam que 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas do universo digital e que, em 2030, 660 milhões de pessoas ainda não terão acesso à eletricidade.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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