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POLÍTICA

Lulinha: STF já havia autorizado quebra de sigilos antes de pedido da CPMI do INSS

Decisão de Mendonça é anterior à aprovação da CPMI e atende a pedido da Polícia Federal em investigação.

26/02/2026 às 21:19
3 min de leitura
Ministro André Mendonça em sessão plenária do STF

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), antes do pedido da CPMI do INSS, aprovado nesta quinta-feira (26). A decisão é do mês passado.

O relator da investigação das fraudes no INSS no STF acatou um pedido da Polícia Federal (PF), que investiga o possível envolvimento do empresário. Segundo a PF, mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontam para repasses de, no mínimo, R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, em alusão a Lulinha.

CPMI aprova quebra de sigilo e vota outros requerimentos

A CPMI do INSS aprovou o requerimento de quebra de sigilo a pedido de Alfredo Gaspar (União-AL), gerando confusão após a votação. A decisão do STF que autorizou a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem nova fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas, também cita o nome de Fábio Luis Lula da Silva.

Em nota, a defesa de Lulinha negou qualquer envolvimento do cliente com as fraudes no INSS, informando que requereu ao STF acesso à investigação, diante da divulgação de dados parciais e sigilosos.

Durante a reunião da CPMI, foram votados outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e a convocação do ex-executivo Augusto Ferreira Lima. Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), Lima, ex-sócio do Banco Master, é suspeito de ter atuado para ocultar irregularidades identificadas pelo Banco Central.

Além disso, a CPMI do INSS agendou o depoimento do empresário Paulo Camisotti, investigado por participação na fraude bilionária, e pretendia ouvir o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB/MA) e o advogado Cecílio Galvão, que não compareceram.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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