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INTERNACIONAL

Argentina: Greve Geral e Reforma Trabalhista Tensionam Votação no Senado

Paralisação nacional afeta serviços essenciais enquanto senadores debatem mudanças nas leis trabalhistas propostas por Milei.

27/02/2026 às 10:19
3 min de leitura
Servidores da Justiça do Trabalho soltam rojões durante um protesto contra a reforma trabalhista promovida pelo presidente da Argentina, Javier Milei, em frente ao tribunal em Buenos Aires, em 24 de fevereiro de 2026

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A Argentina enfrenta nesta sexta-feira, 27, uma nova greve geral em meio à votação da reforma trabalhista no Senado, proposta pelo presidente Javier Milei. O projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados, mas necessita de nova análise do Senado após alterações.

A paralisação, organizada pela Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne mais de 100 sindicatos, teve início à meia-noite. Serviços como coleta de lixo e transporte público estão afetados. A principal concentração de manifestantes está prevista para a Avenida de Mayo, em Buenos Aires, com destino ao Congresso.

Impacto da Greve e Serviços Afetados

Segundo os organizadores, apenas serviços essenciais, como o número mínimo de funcionários em hospitais e voos médicos e estatais, estão garantidos. A greve afeta diversas áreas, incluindo polícias municipais e agentes de trânsito.

Diferentemente da greve anterior, esta não conta com o apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, que optou por aguardar o resultado da votação no Senado para, em caso de aprovação, recorrer à Justiça.

Debate sobre a Reforma Trabalhista

O governo defende a reforma como essencial para reduzir a informalidade e estimular a criação de empregos. A CGT, por outro lado, considera as mudanças inconstitucionais. Um dos pontos de maior discussão é a ampliação da jornada de trabalho, que poderia chegar a 12 horas diárias mediante acordo.

A proposta também permite a compensação de horas extras com folgas, em vez de pagamento em dinheiro. Para ser aprovada na Câmara, o texto passou por diversas alterações, incluindo a retirada de artigos sobre pagamento de salários em moeda estrangeira e mudanças nas regras de licenças médicas.

Além da reforma trabalhista, o Senado também debate a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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