Macron pede reunião urgente da ONU após ataques EUA-Israel no Irã
Presidente francês alerta para escalada perigosa e exige ação imediata do Conselho de Segurança.
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O presidente francês Emmanuel Macron solicitou neste sábado (28) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em resposta aos recentes ataques liderados pelos EUA e Israel contra o Irã, seguidos pela retaliação de Teerã. Macron expressou profunda preocupação com a escalada da violência e enfatizou a necessidade urgente de interromper o conflito.
“A França está pedindo uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas,” escreveu Macron em sua conta na plataforma X. “A atual escalada é perigosa para todos. Ela deve parar,” acrescentou, alertando que um conflito generalizado entre EUA, Israel e Irã teria “consequências graves” para a segurança internacional.
Escalada da Tensão no Oriente Médio
A crise se intensificou após relatos de fumaça sobre Teerã, capital iraniana, decorrente de ataques que Israel descreveu como preventivos. O ex-presidente Donald Trump anunciou operações de combate dos EUA no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
No sul do Iraque, um ataque aéreo contra uma base militar que abrigava um grupo pró-Irã resultou em vítimas fatais. Explosões também foram reportadas nas proximidades do consulado dos EUA em Erbil, Iraque.
Ataques e Contra-Ataques
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter mirado a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, após uma série de ataques com mísseis e drones contra Israel. O serviço de emergência israelense Magen David Adom relatou o tratamento de um ferido no norte do país devido a uma explosão. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderá “decisivamente” aos ataques, afirmando que Teerã fez o possível para evitar a eclosão da guerra.
Impacto Regional
Explosões foram ouvidas em toda a região do Golfo, incluindo Riade (Arábia Saudita), Manama (Bahrein) e Doha (Catar). Os Emirados Árabes Unidos alegaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de retaliar. O Ministério da Defesa do Catar informou ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques.
*Com informações da AFP
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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