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INTERNACIONAL

Especialistas Analisam Impacto da Morte de Khamenei e Possíveis Cenários no Irã

Analistas debatem o futuro do regime iraniano após a ação militar conjunta de EUA e Israel e a confirmação da morte do líder supremo.

01/03/2026 às 05:52
3 min de leitura
Ataque dos EUA e Israel contra o Irã

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Em entrevista à Jovem Pan News, especialistas em geopolítica e relações internacionais analisaram os desdobramentos da operação militar liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com foco na confirmação da morte do líder supremo Ali Khamenei, anunciada pelo presidente Donald Trump.

O coronel da reserva Paulo Filho, o comentarista Diego Tavares e o professor José Niemeyer traçaram um cenário complexo, apontando para um enfraquecimento do regime dos aiatolás, mas com baixa probabilidade de uma mudança imediata de governo. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) surge como um possível ator central na sucessão, com riscos elevados de ações assimétricas e terrorismo.

Objetivos e Consequências da Operação

“O objetivo político definido pelo presidente Trump e pelo primeiro-ministro Netanyahu é a mudança de regime no Irã”, afirmou o coronel Paulo Filho. Para ele, a eliminação de Khamenei foi resultado de uma operação de inteligência “extensa e exitosa”, com fontes infiltradas no governo iraniano.

Entretanto, o coronel ressalta que a morte do líder supremo não garante o colapso imediato do regime. “Provavelmente alguém da Guarda Revolucionária iraniana vai assumir o governo rapidamente. Eu não acredito que imediatamente todo mundo vai se render e vai haver uma mudança de regime de maneira tranquila”, ponderou.

Paulo Filho destacou o contra-ataque iraniano, que atingiu “praticamente todos os estados do Golfo”, demonstrando resiliência, mas enfrentando a “mais poderosa força armada da história” – os Estados Unidos – aliada a Israel. Ele não descartou um aumento de ações terroristas e de guerra híbrida em todo o mundo, dada a liderança de Khamenei no xiismo.

Reações e Perspectivas Políticas

O advogado e comentarista político Diego Tavares classificou o dia como “histórico” e comemorou o enfraquecimento do regime: “O mundo torna-se um lugar melhor com o enfraquecimento do regime dos aiatolás e com a morte de Ali Khamenei. São protagonistas de um regime autoritário que oprime mulheres, oprime minorias e persegue dissidentes.”

Tavares, no entanto, prevê que os americanos negociarão com as estruturas já consolidadas, a exemplo da Venezuela, mencionando a Guarda Revolucionária. “As chances de uma deposição do regime neste momento eu também acredito que são poucas.” Segundo ele, Trump agiu estritamente pelos interesses norte-americanos: desmilitarização do Irã e fim do programa nuclear.

Críticas à ONU e Necessidade de Reforma

O professor de relações internacionais José Niemeyer, do Ibmec-RJ, criticou a ineficiência do Conselho de Segurança da ONU, reunido às pressas após os ataques. Ele lembrou que China e Rússia vetam qualquer moção contrária a seus interesses, enquanto EUA, Reino Unido e França fazem o mesmo do outro lado.

“É importante que a gente comece a pensar também que o Conselho de Segurança seja repensado. Retirar o poder de veto, ter 11 membros e aprovar por maioria simples.” Niemeyer citou possíveis novos membros permanentes, como Alemanha, Japão e Brasil.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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