Escalada no Oriente Médio: Conflito se intensifica entre Israel, Irã e Hezbollah
Bombardeios, ataques com drones e suspensão da produção de gás no Catar elevam tensões na região.
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A guerra no Oriente Médio atinge seu terceiro dia com uma escalada perigosa. Israel e Irã trocam bombardeios, enquanto o Hezbollah intensifica ataques no norte israelense, ampliando os focos de conflito.
Na madrugada desta segunda-feira (2), o Hezbollah, aliado do Irã, retaliou a morte do aiatolá Ali Khamenei, lançando ataques contra o norte de Israel. O Exército israelense respondeu com bombardeios no sul do Líbano e arredores de Beirute, resultando em ao menos 31 mortes e 149 feridos, segundo o governo libanês.
O Irã, por sua vez, lançou mísseis contra Haifa, Tel-Aviv e Jerusalém, onde está localizado o gabinete do premiê Binyamin Netanyahu. O general Dan Caine, dos EUA, indicou que a operação contra o Irã está em seus estágios iniciais e que mais forças americanas estão chegando à região, sugerindo uma campanha prolongada. “Este trabalho está apenas começando e continuará”, afirmou.
Drones iranianos atacaram petroleiros no Golfo Pérsico e alvos em Omã, além de instalações industriais no Catar e alvos na Arábia Saudita. Os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado um ataque iraniano. O Reino Unido afirma ter impedido um ataque com drones contra sua base aérea no Chipre.
Em um incidente separado, militares dos EUA declararam que o Kuwait “abateu por engano” três caças F-15E Strike Eagle americanos durante uma missão de combate.
Ataques e Consequências
Israel retaliou com ataques contra Teerã, capital iraniana, resultando em pelo menos 555 mortes no Irã, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Mais de 130 cidades iranianas foram atacadas. Em Israel, 11 pessoas morreram.
Enquanto isso, o clérigo iraniano Alireza Arafi, membro do conselho de liderança provisório, expressou a esperança de que um novo líder supremo seja nomeado “rapidamente” para substituir Ali Khamenei. A Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos linha-dura, será responsável pela escolha do novo líder.
Impacto Econômico
A QatarEnergy, uma das maiores produtoras de gás natural do mundo, anunciou a suspensão da produção de GNL devido a ataques militares às suas instalações. “Devido a ataques militares às instalações operacionais da QatarEnergy nas cidades industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, a empresa interrompeu a produção de gás natural liquefeito e produtos associados”, informou a empresa. A suspensão da produção tem implicações significativas para o mercado global de energia.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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